- O deputado Eduardo Bolsonaro se reuniu em Washington com autoridades do Departamento de Estado dos Estados Unidos para discutir uma proposta de anistia ampla que beneficiaria seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.
- O encontro contou com a presença do subsecretário de Diplomacia Pública da gestão Trump, Darren Beattie, e do conselheiro sênior para o Hemisfério Ocidental, Ricardo Pita.
- Eduardo mencionou iniciativas de políticos aliados e do centrão para avançar com a anistia, destacando a oposição de alguns ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).
- Ministros do STF consideram remota a possibilidade de aprovação de um projeto de anistia que inclua Jair Bolsonaro, avaliando que tal perdão seria declarado inconstitucional.
- A reunião é vista como um gesto da gestão Trump, que acompanha os desdobramentos políticos no Brasil.
Eduardo Bolsonaro discute anistia em reunião com autoridades dos EUA
O deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) se reuniu nesta quinta-feira (4) em Washington com autoridades do Departamento de Estado dos Estados Unidos para discutir uma proposta de anistia ampla que beneficiaria seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. O encontro incluiu o subsecretário de Diplomacia Pública da gestão Trump, Darren Beattie, e o conselheiro sênior para o Hemisfério Ocidental, Ricardo Pita.
Durante a reunião, Eduardo destacou as iniciativas de políticos aliados e do centrão para avançar com a anistia, mencionando que alguns ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) estariam se opondo à proposta. Ele alegou que esses ministros estariam “ameaçando” congressistas para impedir o progresso do tema. A discussão ocorre em meio ao julgamento de Jair Bolsonaro e aliados, que começou nesta semana na Primeira Turma do STF, por tentativa de golpe.
Ministros do STF e a possibilidade de anistia
Ministros do STF consideram remota a chance de um projeto de anistia que inclua Jair Bolsonaro. Avaliam que, se aprovado no Congresso, tal perdão seria judicializado e declarado inconstitucional pela corte. A agenda de Eduardo em Washington é vista como um gesto da gestão Trump, que continua a monitorar os desdobramentos políticos no Brasil, tanto na esfera jurídica quanto legislativa.
O subsecretário Darren Beattie já havia alertado em redes sociais para que ministros do STF não apoiassem o ministro Alexandre de Moraes. Em maio, Ricardo Pita se reuniu com Jair Bolsonaro em Brasília, reforçando a conexão entre os dois países em questões políticas e jurídicas.
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