- A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, criticou o projeto de anistia proposto pelo governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas.
- Gleisi afirmou que a aprovação da proposta seria um “vexame internacional” e desrespeito ao Supremo Tribunal Federal (STF).
- A ministra comparou a anistia a um presente para Donald Trump, que criticou o Brasil e mencionou ações contra o ex-presidente Jair Bolsonaro.
- Tarcísio tem pressionado o Congresso para avançar com o projeto, mas ainda não há consenso sobre sua forma.
- O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, busca uma “anistia alternativa” que diferencie os papéis dos envolvidos nos eventos de 8 de janeiro.
A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, criticou a iniciativa do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, de avançar com um projeto de anistia no Congresso. Em declaração feita nesta quinta-feira, 4, Gleisi afirmou que a aprovação da proposta seria um “vexame internacional” e um desrespeito ao Supremo Tribunal Federal (STF).
A ministra comparou a anistia a um presente que Tarcísio estaria oferecendo a Donald Trump, que recentemente criticou o Brasil e mencionou ações contra o ex-presidente Jair Bolsonaro como justificativa para sanções. Trump descreveu a situação de Bolsonaro como uma “caça às bruxas” e direcionou críticas ao ministro Alexandre de Moraes. Gleisi destacou que o Brasil está demonstrando um compromisso com a defesa da democracia ao lidar com a pressão externa.
Nos últimos dias, Tarcísio tem pressionado o Congresso para que o projeto de anistia avance. Contudo, ainda não há consenso sobre o formato da proposta. Existem alternativas que visam proteger Bolsonaro e outras que focam nos envolvidos nos eventos de 8 de janeiro, excluindo o ex-presidente. Para tentar encontrar um meio-termo, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, está trabalhando em uma proposta de “anistia alternativa”, que busca diferenciar os papéis dos envolvidos nos atos.
A situação continua a gerar debates acalorados no cenário político brasileiro, com a ministra ressaltando que o Congresso não deve ser cúmplice de ações que desrespeitem o STF.
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