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Megaoperação contra PCC revela contatos de 47 policiais envolvidos na organização

Corregedoria da Polícia Civil reabre inquérito sobre Mohamad Hussein Mourad após apreensão de tablet com contatos de policiais civis

Dono de uma série de postos de gasolina, Mohamad Hussein Mourad é investigado pela polícia por fraude na importação de matéria-prima para produção de gasolina (Foto: Reprodução)
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  • A Corregedoria da Polícia Civil pediu a reabertura do inquérito sobre Mohamad Hussein Mourad, suspeito de liderar a lavagem de dinheiro do Primeiro Comando da Capital (PCC).
  • Mourad está foragido e é investigado por um esquema de lavagem de dinheiro em postos de combustíveis.
  • O pedido foi motivado pela apreensão de um tablet de Mourad, que continha contatos de 47 policiais civis.
  • O delegado Wellington de Freitas afirmou que o inquérito anterior foi encerrado sem análise completa dos dados e que muitos policiais não foram identificados ou ouvidos.
  • A reabertura do inquérito segue uma megaoperação contra o PCC, que resultou na prisão de seis pessoas e revelou fraudes em mais de 300 postos de combustíveis.

A Corregedoria da Polícia Civil solicitou à Justiça a reabertura do inquérito que investigava o empresário Mohamad Hussein Mourad, suspeito de liderar a lavagem de dinheiro do Primeiro Comando da Capital (PCC). Mourad, que está foragido, é alvo de investigações que revelaram um esquema de lavagem de dinheiro em postos de combustíveis.

O pedido de reabertura foi motivado pela apreensão de um tablet de Mourad, que continha contatos de 47 policiais civis. O delegado Wellington de Freitas, da 4ª Delegacia de Crimes Funcionais, argumentou que o inquérito anterior foi encerrado sem uma análise completa dos dados encontrados. Ele destacou que muitos dos policiais mencionados não foram identificados ou ouvidos.

Além disso, o delegado mencionou que Mourad admitiu ter contatos com policiais para agilizar procedimentos, o que reforça a necessidade de aprofundar as investigações. O documento também faz alusão a um suposto esquema de “arapongagem”, onde Mourad teria montado uma rede de espionagem envolvendo policiais civis.

Megaoperação contra o PCC

A reabertura do inquérito ocorre após uma megaoperação contra o PCC, que revelou a infiltração da facção no setor de combustíveis. A operação, realizada em 28 de setembro de 2023, abrangeu diversos estados e resultou na prisão de seis dos quatorze mandados de prisão emitidos. Os envolvidos são acusados de crimes como fraude fiscal e estelionato, com um impacto estimado de R$ 30 bilhões em bens patrimoniais.

Os investigadores identificaram mais de 300 postos de combustíveis envolvidos em fraudes, afetando cerca de 30% do setor em São Paulo. A Receita Federal também apontou que R$ 7,6 bilhões deixaram de ser declarados, e a operação contou com a colaboração da Polícia Federal e do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).

As autoridades continuam a busca pelos foragidos, com a inclusão de seus nomes na Interpol para facilitar a localização internacional. A investigação segue em andamento, com o objetivo de desarticular o esquema criminoso que envolve a facção e o setor financeiro.

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