- Um projeto de anistia está sendo discutido na Câmara dos Deputados, permitindo que Jair Bolsonaro e Eduardo Bolsonaro voltem a ser elegíveis para cargos públicos, incluindo a presidência em 2026.
- A proposta concede perdão por crimes relacionados a atos antidemocráticos desde 14 de março de 2019, data em que o Supremo Tribunal Federal (STF) instaurou o inquérito das fake news.
- A anistia abrange também outros envolvidos nos eventos de 8 de janeiro e inclui perdão por ofensas a instituições e apoio a protestos que atacaram a soberania nacional.
- Ministros do STF consideram a anistia potencialmente inconstitucional, pois não se pode anistiar crimes contra a democracia.
- A votação da anistia pode ocorrer a partir da semana do dia 15 de setembro, após o julgamento de Bolsonaro, previsto para ser concluído em 12 de setembro.
Um projeto de anistia está em discussão na Câmara dos Deputados, permitindo que Jair Bolsonaro e seu filho, Eduardo Bolsonaro, voltem a ser elegíveis para cargos públicos, incluindo a presidência em 2026. A proposta visa conceder perdão por crimes relacionados a atos antidemocráticos desde 14 de março de 2019, data em que o STF instaurou o inquérito das fake news.
O texto, ao qual O Globo teve acesso, abrange não apenas o ex-presidente, mas também outros envolvidos nos eventos de 8 de janeiro, que são alvos de investigações do STF. A anistia incluiria perdão por ofensas a instituições e apoio a protestos que atacaram a soberania nacional. Além disso, medidas cautelares, como a retirada da tornozeleira eletrônica de Bolsonaro, estão contempladas.
Ministros do STF consideram que uma anistia dessa natureza poderia ser inconstitucional, uma vez que não se pode anistiar crimes contra a democracia. O presidente da Câmara, Hugo Motta, afirmou que ainda não há consenso sobre o texto e que as discussões continuam. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, está articulando uma proposta alternativa, menos abrangente.
A proposta de anistia também se estende a crimes eleitorais e administrativos, afastando inelegibilidades já declaradas ou que possam ser declaradas no futuro. Eduardo Bolsonaro, que enfrenta investigações por suposta atuação junto ao governo dos Estados Unidos para coagir o STF, também está incluído na proposta. Ele foi indiciado pela Polícia Federal e enfrentou sanções durante a gestão de Donald Trump.
Lideranças do Centrão e do PL acreditam que a votação da anistia pode ocorrer a partir da semana do dia 15 de setembro, após o julgamento de Bolsonaro, que deve ser concluído em 12 de setembro. A discussão sobre a anistia tem ganhado força em meio às movimentações políticas para as eleições municipais de 2024.
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