- A Polícia Civil do Distrito Federal (PC-DF) desarticulou uma rede criminosa que produzia e vendia psilocibina, resultando em nove prisões e 19 mandados de busca.
- A operação revelou um faturamento estimado em R$ 26,5 milhões entre 2024 e 2025.
- A psilocibina é uma substância proibida no Brasil, e a comercialização de suas extrações é ilegal.
- A investigação identificou a colaboração de agentes públicos e o uso de estratégias de marketing digital para atingir o público jovem.
- A PC-DF busca identificar outros envolvidos e solicitou o sequestro de quase R$ 250 milhões relacionados às atividades criminosas.
Uma operação da Polícia Civil do Distrito Federal (PC-DF) desarticulou, nesta quinta-feira, uma rede criminosa dedicada à produção e venda de psilocibina, substância encontrada em cogumelos alucinógenos. A ação resultou em nove prisões e 19 mandados de busca e apreensão em locais relacionados ao grupo. As investigações apontam um faturamento estimado em R$ 26,5 milhões entre 2024 e 2025.
A psilocibina é considerada uma substância proibida no Brasil, conforme a Portaria n° 344/1998 da ANVISA. Apesar de o cogumelo Psilocybe cubensis não estar na lista de plantas proibidas, a comercialização de suas substâncias extraídas é ilegal. A PC-DF já havia realizado operações anteriores, levantando questões sobre a legalidade dessas ações.
Estrutura da Rede
Durante a operação, a polícia encontrou locais de cultivo e identificou a colaboração de agentes públicos que facilitavam as atividades ilícitas. O delegado Waldek Cavalcante destacou que a organização mirava especialmente o público jovem, frequentador de festas e festivais de música eletrônica. Para isso, utilizavam estratégias de marketing digital, promovendo seus produtos em plataformas como Instagram e direcionando interessados para sites de venda.
Os preços da psilocibina variavam de R$ 84,99 por três gramas a R$ 9,2 mil por um quilograma. O esquema de distribuição incluía o uso de dropshipping, dificultando a fiscalização. A PC-DF identificou 3.718 encomendas, totalizando cerca de uma tonelada e meia de drogas.
Investigações e Consequências
As investigações continuam, com a polícia buscando identificar outros envolvidos, incluindo empresas e influenciadores que colaboraram com a rede. O grupo é acusado de crimes ambientais, lavagem de dinheiro e contra a saúde pública. A PC-DF solicitou ao Judiciário o sequestro de quase R$ 250 milhões relacionados às atividades criminosas. A operação contou com a colaboração de autoridades de sete estados e visa desmantelar completamente a organização.
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