- O pastor Silas Malafaia teve seu passaporte e celular apreendidos pela Polícia Federal em uma operação sobre financiamento de atos antidemocráticos.
- Ele classificou a possibilidade de prisão como “covardia” e “perseguição política”.
- Malafaia revelou que aconselhou Jair Bolsonaro a produzir conteúdo contra Alexandre de Moraes e admitiu ter financiado atos bolsonaristas, incluindo R$ 35 mil em um trio elétrico.
- Ele se tornou parte de um inquérito que investiga Jair e Eduardo Bolsonaro e acredita que a divulgação de suas conversas visa desacreditá-lo.
- Malafaia planeja liderar um ato em apoio a Bolsonaro no dia 7 de setembro na Avenida Paulista e critica pastores que não se posicionam politicamente.
O pastor Silas Malafaia, conhecido por seu apoio a Jair Bolsonaro e por críticas a Alexandre de Moraes, enfrenta uma nova fase de sua trajetória. Recentemente, a Polícia Federal apreendeu seu passaporte e celular em uma operação relacionada a investigações sobre financiamento de atos antidemocráticos. Malafaia se manifestou, chamando a possibilidade de prisão de “covardia” e “perseguição política”.
Em conversas privadas com Bolsonaro, Malafaia aconselhou o ex-presidente a produzir conteúdo contra Moraes, além de ter gravado mais de 50 vídeos criticando o ministro do STF. Ele admitiu ter financiado atos bolsonaristas, incluindo um gasto de R$ 35 mil em um trio elétrico durante um evento em Copacabana. O pastor defende que essa é uma questão pessoal e se opõe à exigência de prestação de contas, citando que o PT não faz o mesmo.
Investigação e Repercussões
Malafaia se tornou parte do inquérito que investiga Jair e Eduardo Bolsonaro. Ele acredita que a divulgação de suas conversas é parte de uma estratégia para desacreditá-lo. Em entrevista, afirmou que a retaliação de outros líderes evangélicos é um reflexo do medo de se posicionar politicamente. “Tem líder evangélico com medo de falar comigo”, disse.
O pastor não descarta a possibilidade de prisão, mas reafirma que isso seria uma injustiça. Ele se considera uma “pequena influência” no meio evangélico e rejeita a ideia de se candidatar à presidência, afirmando que isso só ocorreria se Deus o convocasse diretamente.
Ato Bolsonarista
Malafaia liderará um novo ato em apoio a Bolsonaro no próximo 7 de setembro na Avenida Paulista. Ele critica pastores que se mantêm em silêncio sobre a situação política atual, considerando-os “covardes”. O pastor também se defende de acusações de usar linguagem imprópria em suas comunicações, afirmando que é humano e tem falhas.
Com uma relação próxima a Jair Bolsonaro, Malafaia se diz amigo da família e critica a ideia de que ele é um “bolsominion”. Ele acredita que a direita deve se unir, apesar das divergências internas, e que a política é um campo onde as opiniões podem divergir sem comprometer a lealdade.
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