- O Brasil anunciou um avanço na cooperação militar com a China durante visita a Pequim.
- O assessor especial da Presidência, Celso Amorim, informou sobre o envio de generais para a embaixada brasileira na China.
- Três adidos militares serão lotados na embaixada: um oficial-general do Exército, um contra-almirante da Marinha e um coronel da Aeronáutica.
- O decreto que formaliza essa lotação foi assinado em junho de 2025 pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
- Amorim destacou a importância da parceria militar em um contexto de tensões globais e defendeu a autonomia da América do Sul.
O Brasil anunciou um avanço significativo em sua cooperação militar com a China. Durante uma visita oficial a Pequim, o assessor especial da Presidência, Celso Amorim, revelou que o país está aberto a essa colaboração, incluindo o envio de generais para a embaixada brasileira na capital chinesa. Essa iniciativa marca um passo inédito, já que até agora apenas a embaixada em Washington contava com oficiais de alta patente.
Amorim destacou que a decisão de enviar generais e lotar três adidos militares na China — um oficial-general do Exército, um contra-almirante da Marinha e um coronel da Aeronáutica — reflete a disposição do Brasil em intensificar a cooperação militar. “Isso indica a possibilidade também de cooperação em outras áreas”, afirmou o assessor, ressaltando a importância dessa parceria em um contexto de tensões globais.
O decreto que formaliza a lotação dos adidos militares foi assinado em junho de 2025 pelo presidente Lula. Os adidos têm a missão de promover a cooperação militar, trocar informações e fortalecer laços institucionais entre as Forças Armadas e o Ministério da Defesa. Amorim também mencionou que o fortalecimento da cooperação militar é crucial diante do enfraquecimento do sistema multilateral, especialmente por parte dos Estados Unidos.
Reuniões e Temas Abordados
Durante a visita, Amorim se reuniu com o presidente Xi Jinping e o chanceler Wang Yi. Ele entregou uma carta de Lula ao líder chinês, abordando temas como o tarifaço americano, a guerra na Ucrânia e a situação em Gaza. O assessor classificou a proposta chinesa de governança global como “música para os nossos ouvidos”.
Amorim expressou preocupação com os “riscos regionais”, citando o envio de navios de guerra e submarinos nucleares dos EUA à costa da Venezuela. Ele defendeu a autonomia da América do Sul, afirmando que a cooperação militar com a China deve avançar sem comprometer a soberania regional. “O deslocamento de navios de guerra, inclusive de submarinos com capacidade nuclear, é preocupante”, concluiu.
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