- Carlos Lupi, ex-ministro da Previdência, deve depor na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) na próxima segunda-feira, às 16h.
- Ele deixou o cargo em maio após um escândalo de fraudes em descontos, o que gerou críticas sobre sua gestão.
- Lupi não aceitou treinamento para o depoimento e não se preparou adequadamente, o que preocupa integrantes do governo.
- A presença de seu advogado, Walber Agra, é vista como uma provocação à oposição, especialmente aos bolsonaristas.
- O governo teme que a falta de preparação de Lupi possa resultar em novas investigações pela CPI.
O ex-ministro da Previdência, Carlos Lupi, deve depor na CPI do INSS na próxima segunda-feira, às 16h. Desde sua saída do cargo em maio, após um escândalo de fraudes em descontos, sua presença na comissão gera apreensão no governo. Lupi recusou treinamento para o depoimento e, segundo fontes, não se preparou adequadamente para os questionamentos.
A gestão de Lupi é alvo de críticas, especialmente por sua suposta inação durante o escândalo que revelou a multiplicação de descontos associativos em 2023 e 2024. O ex-ministro mantém pouco contato com ex-colegas e está afastado do Palácio do Planalto. Aliados que permanecem no governo prepararam um resumo cronológico dos eventos, mas não há expectativa de que ele estude esse material.
A presença do advogado Walber Agra, que representa Lupi, é vista como uma provocação à oposição, especialmente aos bolsonaristas. A CPI, presidida pelo senador Carlos Viana (Podemos-MG) e relatada pelo deputado Alfredo Gaspar (União-AL), é considerada um desafio para o governo, que teme que a oposição explore a falta de preparação de Lupi.
Integrantes do governo acreditam que seria essencial que Lupi se preparasse para o depoimento, uma vez que outros membros da administração já estão sendo treinados. Apesar das preocupações, aliados de Lupi afirmam que ele é leal ao governo e não pretende prejudicar a gestão petista. O ex-ministro já declarou apoio a Lula como candidato à presidência em 2026.
Lupi expressou descontentamento com a forma como foi desligado do ministério, sentindo que não foi adequadamente informado sobre as fraudes. Em entrevistas anteriores, ele reconheceu a demora em agir, mas negou qualquer omissão. O governo está atento ao depoimento, temendo que Lupi deixe dúvidas que possam levar a um novo chamado à CPI.
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