- Maribel Vilaplana, jornalista, foi criticada por almoçar com o presidente da Generalitat, Carlos Mazón, durante as inundações na província de Valência, que causaram 25 mortes.
- Após meses, Vilaplana alterou sua versão sobre o horário de saída do restaurante El Ventorro, afirmando que saiu entre 18h30 e 18h45.
- Em uma carta aberta, a jornalista expressou angústia pelo assédio que sofreu e pediu respeito às vítimas.
- Ela relatou que, durante o almoço, Mazón recebeu ligações, mas não demonstrou preocupação com a situação.
- Vilaplana destacou que sua saúde mental foi afetada, resultando em estresse pós-traumático, e questionou se a reação teria sido a mesma se ela fosse homem.
Maribel Vilaplana, jornalista, enfrenta críticas após almoço com o presidente da Generalitat, Carlos Mazón, durante a tragédia das inundações na província de Valência, que resultou em 25 mortes. Após meses de silêncio, Vilaplana alterou sua versão sobre o horário de saída do restaurante El Ventorro, afirmando que deixou o local entre 18h30 e 18h45, uma hora mais tarde do que havia declarado anteriormente.
Em uma carta aberta, a jornalista expressou sua angústia em relação ao assédio que sofreu após o incidente e pediu respeito às vítimas. Durante o almoço, que durou quase quatro horas, Mazón recebeu várias ligações, mas não demonstrou preocupação, segundo Vilaplana. Ela relatou que, ao sair do restaurante, não tinha noção da gravidade da situação, pois em sua cidade não chovia.
Após a revelação de seu envolvimento, Vilaplana se tornou alvo de ataques e especulações, levando-a a um estado de estresse extremo. Ela revelou que sua saúde mental foi severamente afetada, resultando em um diagnóstico de estresse pós-traumático. A jornalista afirmou que seu silêncio inicial, embora bem-intencionado, contribuiu para a especulação e o assédio que enfrentou.
A carta de Vilaplana também critica a forma como sua situação foi tratada, questionando se a reação teria sido a mesma se ela fosse um homem. Ela enfatizou que o foco deve estar nas autoridades responsáveis pela tragédia, e não nela, já que não ocupou nenhum cargo público e não teve poder de decisão naquele dia. A situação continua a gerar repercussões, com pedidos de explicações por parte de políticos e investigações em andamento sobre a resposta ao desastre.
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