- Ricardo Jardim, publicitário de 65 anos, foi preso em Porto Alegre por suspeita de esquartejar sua namorada.
- O crime ocorreu em 9 de agosto de 2023, e os restos mortais foram encontrados em uma mala na rodoviária da cidade.
- Jardim já havia sido condenado em 2018 a 28 anos de prisão pelo assassinato de sua mãe, motivado por herança.
- A polícia investiga o planejamento do crime, que incluiu o descarte de partes do corpo em locais diferentes e o uso de luvas e máscara.
- A captura de Jardim levanta questões sobre a eficácia do sistema penal em lidar com reincidências de crimes violentos.
Ricardo Jardim, publicitário de 65 anos, foi preso novamente em Porto Alegre, suspeito de ter esquartejado sua namorada. O crime ocorreu em 9 de agosto de 2023, e os restos mortais da vítima foram encontrados em uma mala na rodoviária da cidade. Jardim já havia sido condenado em 2018 a 28 anos de prisão pelo assassinato de sua mãe, Vilma Jardim, motivado por herança.
A nova investigação começou após o mau cheiro exalado da mala, que levou funcionários da rodoviária a acionarem a polícia. A perícia confirmou que os restos pertenciam à namorada de Jardim, que trabalhava como manicure e morava na mesma pousada que ele. O caso é tratado como feminicídio, e a motivação do crime pode ter sido financeira, com Jardim tentando usar cartões de crédito da vítima.
Planejamento Meticuloso
O delegado Mário Souza, do Departamento de Homicídios, descreveu Jardim como “extremamente educado, frio e inteligente”. A polícia investiga o planejamento do crime, que incluiu o descarte de partes do corpo em locais distintos: primeiro em um local ermo e depois na rodoviária, um espaço movimentado. Jardim tomou precauções, como o uso de luvas e máscara, mas ainda assim se expôs ao ser filmado por câmeras de segurança.
Imagens registraram o momento em que ele deixou a mala na rodoviária, o que facilitou sua identificação. Além disso, a polícia encontrou DNA do suspeito nos restos mortais. A captura de Jardim levanta preocupações sobre a eficácia do sistema penal, especialmente em casos de reincidência de crimes violentos.
Histórico Criminal
Jardim já havia sido condenado pelo homicídio da mãe, um crime que chocou a sociedade. Na época, ele alegou que Vilma teria se suicidado, mas a defesa não conseguiu apresentar provas que justificassem sua inocência. O corpo da mãe foi encontrado com 13 ferimentos de faca, e Jardim confessou ter escondido o cadáver.
A nova prisão de Jardim, que estava em regime semiaberto, reacende o debate sobre a segurança pública e a necessidade de um acompanhamento mais rigoroso de indivíduos com histórico de crimes violentos. A polícia continua a investigar a relação entre Jardim e a vítima, além de possíveis coautores no crime.
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