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Ministério Público pede bloqueio de R$ 667 mil de empresário que confessou homicídio

Ministério Público recomenda bloqueio de bens de René Nogueira Júnior para garantir indenização à filha de Laudemir, após crime de trânsito

Empresário é suspeito de homicídio de gari (Foto: Reprodução)
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  • René Nogueira Júnior, confesso do assassinato de Laudemir de Souza Fernandes, pode ter seus bens bloqueados.
  • O crime ocorreu em 11 de agosto em Belo Horizonte, durante uma discussão de trânsito.
  • O Ministério Público de Minas Gerais recomendou o bloqueio de R$ 667 mil para garantir indenização à filha de Laudemir.
  • O valor foi reduzido de um pedido inicial de R$ 3 milhões, e a Justiça já negou pedidos anteriores de bloqueio.
  • A defesa também solicitou o bloqueio de bens da delegada Ana Paula Lamego Balbino Nogueira, companheira de Nogueira, já que a arma utilizada no crime era dela.

O empresário René Nogueira Júnior, confesso do assassinato de Laudemir de Souza Fernandes, poderá ter seus bens bloqueados. O crime ocorreu em 11 de agosto em Belo Horizonte, durante uma discussão de trânsito. O Ministério Público de Minas Gerais (MP-MG) recomendou o bloqueio para garantir uma indenização à filha de Laudemir, de 15 anos.

O valor sugerido pelo MP-MG foi de R$ 667 mil, reduzido de um pedido inicial de R$ 3 milhões. A ação cível foi protocolada em 28 de agosto pela defesa da ex-mulher de Laudemir. Além de Nogueira, a defesa também solicitou o bloqueio de bens da delegada Ana Paula Lamego Balbino Nogueira, companheira do empresário, já que a arma utilizada no crime era dela.

O MP-MG argumentou que R$ 500 mil correspondem a danos morais e R$ 167 mil à pensão da jovem, que deve ser amparada até os 25 anos. A Justiça já havia negado pedidos anteriores de bloqueio, mas o MP-MG sustenta que Nogueira, que contratou três escritórios de advocacia, pode esvaziar seus bens.

Detalhes do Crime

Nogueira foi preso horas após o crime, que ocorreu quando ele disparou contra Laudemir durante uma discussão no trânsito. O boletim de ocorrência indica que o empresário dirigia um veículo da marca BYD e se irritou com a retenção do tráfego. Testemunhas relataram que ele fez ameaças antes de atirar.

Após o crime, Nogueira pediu ajuda a um coronel da Polícia Militar, alegando não saber sobre o homicídio. Em mensagens trocadas, ele afirmou estar “cercado por PMs” e não reconhecia a vítima. A Polícia Civil indiciou Nogueira por homicídio, destacando seu “fascínio” por armamentos e pela posição da companheira.

O caso segue em andamento, com a Justiça agora analisando o pedido de bloqueio de bens, que visa garantir a indenização à filha de Laudemir.

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