Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Prédio de Niemeyer em Belo Horizonte se torna cenário de disputa judicial

Síndica e gerente do Edifício JK são investigados por omissão na conservação e enfrentam ação penal por problemas estruturais e falta de transparência

Fachada dos dois blocos do Edifício JK, projeto de Oscar Niemeyer em Belo Horizonte (Foto: Reprodução)
0:00
Carregando...
0:00
  • O Edifício JK, projetado por Oscar Niemeyer e tombado em Belo Horizonte em 2022, enfrenta uma crise administrativa.
  • A síndica Maria das Graças Lima e o gerente Manoel Gonçalves de Freitas Neto estão sendo investigados pelo Ministério Público por omissão na conservação do prédio.
  • A ação penal, iniciada em 2024, aponta negligência na manutenção, resultando em problemas estruturais e falta de medidas de preservação.
  • Moradores relatam infiltrações, acúmulo de lixo e ausência do Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB).
  • A primeira audiência judicial está agendada para 7 de outubro.

O Edifício JK, projetado por Oscar Niemeyer e tombado pela prefeitura de Belo Horizonte em 2022, enfrenta uma grave crise administrativa. A síndica Maria das Graças Lima e o gerente Manoel Gonçalves de Freitas Neto estão sob investigação do Ministério Público por omissão na conservação do prédio, que abriga cerca de cinco mil moradores.

A ação penal, instaurada em 2024, alega que os gestores foram negligentes na manutenção do edifício, resultando em problemas estruturais e falta de medidas de preservação. Moradores relatam infiltrações, acúmulo de lixo e a ausência de um Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB). A primeira audiência judicial está marcada para 7 de outubro.

Desde 2021, a administração do condomínio já enfrentava problemas, como a instalação irregular de grades na rampa de acesso. A síndica e o gerente foram indiciados por crimes ambientais, e a gestão se opôs ao tombamento, alegando falta de consulta e riscos de engessamento nas obras. Apesar das denúncias, a juíza Maria Isabel Fleck negou o pedido de afastamento cautelar dos gestores, argumentando que não havia urgência na medida.

Além das questões estruturais, a administração de Maria das Graças é marcada por acusações de falta de transparência e corrupção. Moradores criticam a cobrança de taxas para obras inacabadas e a imposição de regras consideradas autoritárias. Em assembleias, propostas de processos contra quem critica a gestão foram apresentadas, gerando descontentamento entre os residentes.

A defesa dos gestores afirma que as intervenções estão sendo realizadas na “velocidade possível”, considerando as limitações financeiras dos moradores. A situação do Edifício JK continua a ser um tema de intensa controvérsia na capital mineira, refletindo a luta por uma administração mais transparente e eficiente.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais