- O Departamento de Defesa dos Estados Unidos, rebatizado em mil novecentos e quarenta e sete, pode voltar a ser chamado de Departamento de Guerra, conforme proposta de Donald Trump.
- Trump busca criar um “etos de guerreiros” no Pentágono, em resposta a críticas sobre militarização interna.
- O secretário da Defesa, Pete Hegseth, já se refere a si mesmo como “secretário de Guerra” e defende a mudança.
- A proposta pode ter implicações na retórica militar dos EUA e no uso da Guarda Nacional como força de ordem interna.
- A troca de nome acarretaria custos superiores a R$ 10 milhões e ainda precisa da aprovação do Congresso.
Até recentemente, o Pentágono era conhecido como o Departamento de Defesa dos Estados Unidos, nome que remonta a 1947, quando foi rebatizado pelo presidente Harry Truman. A mudança visava refletir uma abordagem mais abrangente de segurança nacional após a Segunda Guerra Mundial, um período marcado pela corrida nuclear e pela necessidade de uma estratégia que englobasse mais do que apenas a guerra.
Agora, Donald Trump propôs reverter essa nomenclatura para Departamento de Guerra, buscando criar um “etos de guerreiros” no Pentágono. Essa ideia surge em meio a críticas sobre a militarização interna e a retórica bélica do ex-presidente. Trump argumenta que “defesa” soa excessivamente passivo e que um nome mais agressivo poderia inspirar uma nova mentalidade militar.
O atual secretário da Defesa, Pete Hegseth, já se autodenomina “secretário de Guerra” nas redes sociais e defende a transformação do Pentágono, enfatizando a necessidade de substituir burocratas por combatentes. Ele citou a famosa frase do general George Patton, que sugere que a vitória em guerra depende de fazer o inimigo sofrer.
Implicações da Mudança
Embora a mudança de nome não altere a estrutura organizacional do departamento, ela pode ter implicações significativas na retórica militar dos EUA. A proposta de Trump levanta preocupações sobre a intensificação do uso da Guarda Nacional como força de ordem interna e a militarização de agências como o ICE.
Além disso, a troca de nome acarretaria custos elevados, estimados em mais de US$ 10 milhões, para atualizar placas, documentos e uniformes. A mudança de nome do departamento que consome mais de 12% do orçamento federal também pode ser vista como uma tentativa de desviar a atenção de questões mais urgentes, como a situação na Ucrânia e a crise em Gaza.
A proposta de Trump, que ainda precisa da aprovação do Congresso, reflete uma visão militarista que pode impactar não apenas a política externa dos EUA, mas também a dinâmica interna do país. A militarização da política e a retórica bélica podem indicar um futuro onde o combate a “inimigos internos” se torna uma prioridade.
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