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Barroso defende processos públicos após ataques ao STF na Avenida Paulista

Ministro Luis Roberto Barroso defende o STF e compara ataques bolsonaristas à ditadura militar, aguardando julgamento da trama golpista

Ministro Luís Roberto Barroso durante sessão plenária do STF (Foto: Reprodução)
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  • O ministro Luis Roberto Barroso defendeu o Supremo Tribunal Federal (STF) após ataques nas manifestações de 7 de Setembro.
  • Ele comparou a atual situação política no Brasil ao período da ditadura militar e destacou a importância do devido processo legal.
  • Barroso afirmou que aguardará o julgamento da trama golpista, previsto para sexta-feira, 12 de setembro, antes de se pronunciar oficialmente.
  • O ministro Gilmar Mendes também se manifestou, afirmando que não há “ditadura da toga” no Brasil e que o STF cumpre seu papel de guardião da Constituição.
  • Barroso permanecerá na presidência do STF até 29 de setembro, quando será sucedido por Edson Fachin. O julgamento da trama será conduzido pela Primeira Turma do STF.

O ministro Luis Roberto Barroso, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), defendeu a Corte após os ataques bolsonaristas nas manifestações de 7 de Setembro. Em uma declaração, Barroso comparou a atual situação política no Brasil ao período da ditadura militar, ressaltando a importância do devido processo legal.

Barroso afirmou que não se considera um “comentarista do fato político do dia” e que aguardará o julgamento da trama golpista, previsto para sexta-feira, 12 de setembro, antes de se pronunciar oficialmente em nome do STF. Ele respondeu a críticas de figuras como o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, que chamou a atuação do ministro Alexandre de Moraes de “tirania”, e da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, que alegou “perseguição”.

Defesa do STF

O ministro destacou que o julgamento deve ser baseado em provas e não em disputas políticas ou ideológicas. Barroso enfatizou que, ao contrário da ditadura, onde não havia transparência, o processo atual é acompanhado pela imprensa e pela sociedade. “Na vida, não adianta querer quebrar o espelho por não gostar da imagem”, disse.

Além de Barroso, o ministro Gilmar Mendes também se manifestou sobre os ataques, afirmando que não existe “ditadura da toga” no Brasil e que o STF tem cumprido seu papel de guardião da Constituição.

Barroso permanecerá na presidência do STF até 29 de setembro, quando será sucedido por Edson Fachin. Ambos não participarão do julgamento da trama golpista, que será conduzido pela Primeira Turma do STF, composta por Moraes, Cármen Lúcia, Cristiano Zanin, Flávio Dino e Luiz Fux.

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