- Os partidos do centrão, como União Brasil e Progressistas (PP), se distanciaram do governo Lula e apoiam Tarcísio de Freitas (Republicanos) para as eleições de 2026.
- O centrão ressuscitou a proposta de anistia a condenados pelos ataques de 8 de janeiro, buscando apoio do eleitorado de direita.
- A PEC da Blindagem, que permite ao Congresso barrar processos contra parlamentares, foi retomada.
- O centrão pressionou o Banco Central para aprovar um projeto que permitiria demitir diretores da instituição.
- A entrega dos ministérios ocupados por políticos do centrão deve ocorrer até o dia 30 de setembro, refletindo o descontentamento com o governo Lula.
Os partidos do centrão, como União Brasil e Progressistas (PP), intensificaram seu distanciamento do governo Lula e sinalizaram apoio ao governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) nas eleições de 2026. O movimento foi impulsionado pelo julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal (STF), que pode resultar em sua condenação.
Recentemente, o centrão ressuscitou a proposta de anistia a condenados pelos ataques de 8 de janeiro, buscando um aceno ao eleitorado de direita. A expectativa é que essa manobra facilite o endosso à candidatura de Tarcísio. Além disso, o grupo retomou pautas polêmicas, como a PEC da Blindagem, que visa dar ao Congresso o poder de barrar processos contra parlamentares.
Pressão sobre o Banco Central
Na Câmara dos Deputados, o centrão também pressionou o Banco Central com um requerimento de urgência para um projeto que permitiria ao Congresso demitir diretores e o presidente da instituição. Essa ação ocorreu em um momento crítico, quando o BC decidia sobre a compra do banco Master pelo BRB (Banco de Brasília), que foi rejeitada.
A entrega dos ministérios ocupados por políticos do centrão até o dia 30 de setembro foi anunciada, com foco nos ministros Celso Sabino (Turismo) e André Fufuca (Esporte). A decisão reflete o crescente descontentamento com o governo Lula, especialmente após críticas direcionadas ao presidente do União Brasil, Antonio Rueda.
Anistia e Flexibilização da Lei da Ficha Limpa
O projeto de anistia, que contava com apoio da oposição, agora tem o respaldo de partidos do centrão. O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), reconheceu a pressão para pautar a proposta. Enquanto isso, o Senado aprovou a flexibilização da Lei da Ficha Limpa, limitando a inelegibilidade de políticos condenados a oito anos.
A PEC da Blindagem, que busca restaurar a proteção constitucional para parlamentares, também voltou à tona, impulsionada por investigações recentes. O centrão tenta avançar com essa proposta, apesar da resistência interna e da repercussão negativa.
Entre na conversa da comunidade