- A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Câmeras vai ouvir presos envolvidos em roubos de veículos no dia 15 de setembro.
- A CPI investiga como empresas de videomonitoramento e seguradoras lucram com a insegurança no estado.
- O presidente da CPI, deputado Alexandre Knoploch, afirmou que os presos convocados receberam resgates de empresas para a recuperação de veículos roubados.
- O relator da CPI, deputado Felipe Poubel, destacou que o crime organizado se beneficia do resgate veicular, que se tornou uma nova fonte de receita para o tráfico.
- A CPI já convocou diversas seguradoras e empresas de proteção veicular para esclarecer suas práticas e sua relação com o aumento da criminalidade.
Durante a audiência da CPI das Câmeras, realizada nesta segunda-feira, deputados estaduais enfatizaram a importância de ouvir presos envolvidos em roubos de veículos. Uma visita a unidades prisionais está agendada para o dia 15 de setembro, conforme anunciado pela Assembleia Legislativa do Rio. A comissão investiga como empresas de videomonitoramento e seguradoras lucram com a insegurança no estado.
O presidente da CPI, deputado Alexandre Knoploch (PL), destacou que os presos convocados para depor receberam resgates de empresas na recuperação de veículos roubados. Knoploch afirmou que não há dúvidas sobre as irregularidades, incluindo sonegação fiscal e a atuação de organizações criminosas. O foco agora é identificar todos os envolvidos para que sejam mencionados no relatório final.
O relator da CPI, deputado Felipe Poubel (PL), acrescentou que o crime organizado tem se beneficiado do resgate veicular. Ele alertou que essas empresas não apenas fomentam o crime, mas também estão envolvidas em atividades de lavagem de dinheiro. Poubel observou que o pagamento de resgates se tornou uma nova fonte de receita para o tráfico, ampliando a atuação criminosa para além do tráfico de drogas.
A CPI já convocou diversas seguradoras e empresas de proteção veicular para prestar esclarecimentos sobre suas práticas. A expectativa é que os depoimentos ajudem a esclarecer a relação entre o aumento da criminalidade e as ações dessas empresas, que, segundo os deputados, têm contribuído para a escalada da insegurança no estado.
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