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Dudu, de TH Jóias, é acusado de vender drogas enganando rival do TCP

Polícia Federal identifica Luiz Eduardo Cunha Gonçalves como intermediário entre facções rivais no tráfico de drogas e armas

PF aponta Dudu, ex-assessor de TH Joias, como intermediário entre Índio do CV e Lacoste do TCP (Foto: Reprodução)
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  • A Polícia Federal identificou Luiz Eduardo Cunha Gonçalves, conhecido como Dudu, como intermediário entre facções criminosas rivais no tráfico de drogas e armas.
  • Dudu, ex-assessor do ex-deputado estadual Tiego Raimundo dos Santos Silva, utilizava identidades falsas para facilitar negociações ilícitas.
  • Em conversas interceptadas, Dudu e Gabriel Dias de Oliveira, conhecido como Índio, enganaram Wallace de Brito Trindade, chefe do tráfico do Morro da Serrinha, simulando serem autoridades.
  • As investigações revelaram que Dudu e Índio negociavam drogas e equipamentos, mesmo pertencendo a facções rivais, visando lucro.
  • O relatório da PF também aponta que as drogas negociadas incluíam marcas conhecidas e que as ações criminosas estavam ligadas à liderança de Pezão, chefe do Comando Vermelho.

A Polícia Federal (PF) identificou Luiz Eduardo Cunha Gonçalves, conhecido como Dudu, como um intermediário crucial entre facções criminosas rivais no tráfico de drogas e armas. As investigações revelam que Dudu, ex-assessor do ex-deputado estadual Tiego Raimundo dos Santos Silva, o TH Jóias, utilizava identidades falsas para facilitar negociações ilícitas.

Em conversas obtidas pela PF, Dudu e Gabriel Dias de Oliveira, conhecido como Índio, simularam ser autoridades, como um capitão do Batalhão de Operações Especiais (Bope), para enganar Wallace de Brito Trindade, o Lacoste, chefe do tráfico do Morro da Serrinha, ligado ao Terceiro Comando Puro (TCP). Em uma mensagem enviada a Lacoste, Dudu informou que Índio havia retomado negociações para a venda de cocaína.

Estratégia de Intermediação

Dudu se encontrou pessoalmente com Lacoste na favela da Serrinha, onde a estratégia de comunicação envolveu o uso de um número de telefone diferente para Índio, que era salvo como “amigo BP”. A PF concluiu que Dudu e Índio praticavam tráfico de drogas e enganaram Lacoste sobre a origem das mercadorias. O relatório destaca que, apesar de pertencerem a facções rivais, os envolvidos se uniam para lucrar.

Além do tráfico, Dudu também intermediava a venda de drones e equipamentos antidrones para as facções. As investigações apontam que Índio, mesmo sendo parte do Comando Vermelho, realizava negócios com o TCP por meio de Dudu. A PF identificou que as drogas negociadas incluíam as marcas Jacaré e Ciroq, que variam em preço conforme a pureza.

Conexões Criminosas

O relatório da PF revela que, mesmo sob a liderança de Pezão, chefe do Comando Vermelho, Dudu e Índio não hesitavam em negociar com rivais para obter lucro. As ações criminosas planejadas por Pezão incluíam a importação de armas e drogas, além de lavagem de capitais. As defesas dos investigados não foram localizadas para comentar as acusações.

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