- Durante a cúpula do Brics, realizada virtualmente em 8 de setembro, o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, criticou a presença militar dos Estados Unidos no Caribe, especialmente em relação à Venezuela.
- Lula afirmou que essa militarização, justificada como combate ao narcotráfico, gera tensões incompatíveis com a vocação pacífica da América Latina, que é uma Zona de Paz desde mil novecentos e sessenta e oito.
- O governo de Donald Trump enviou dez caças F-35 e uma frota naval para a região, aumentando a presença militar.
- Lula também comentou sobre a situação na Faixa de Gaza e a guerra na Ucrânia, pedindo soluções pacíficas e diplomáticas para esses conflitos.
- Ele defendeu a cooperação entre os países do Brics para enfrentar o protecionismo e as sanções unilaterais, propondo a criação de um Conselho de Mudança do Clima da ONU.
Durante a cúpula do Brics, realizada de forma virtual nesta segunda-feira (8), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou a militarização dos Estados Unidos no Caribe, especialmente em relação à Venezuela. Lula destacou que essa presença militar, justificada como combate ao narcotráfico, representa uma tensão incompatível com a vocação pacífica da América Latina, que desde 1968 se declarou uma Zona de Paz.
Recentemente, o governo de Donald Trump enviou dez caças F-35 e uma frota naval ao Caribe, aumentando a presença militar na região. Lula afirmou que o combate ao terrorismo não deve ser confundido com os desafios de segurança pública enfrentados pelos países latino-americanos. Ele enfatizou que a militarização não é a solução para os problemas da região.
Críticas à Intervenção Militar
O presidente brasileiro também se referiu às declarações de Nicolás Maduro, que acusou os EUA de querer derrubá-lo e instaurar um “governo marionete” na Venezuela. Lula lembrou que a recompensa de US$ 50 milhões oferecida por Trump por informações sobre Maduro, acusado de liderar um cartel de drogas, é um reflexo da escalada de tensões.
Além disso, Lula abordou a situação na Faixa de Gaza e a guerra na Ucrânia, pedindo soluções pacíficas para esses conflitos. Ele condenou a anexação da Cisjordânia por Israel e pediu o fim das ações militares nos territórios palestinos, ressaltando a necessidade de uma abordagem diplomática.
Propostas para o Sul Global
Durante a cúpula, Lula também defendeu a cooperação entre os países do Brics como forma de enfrentar o protecionismo e as sanções unilaterais, que ameaçam a soberania das nações do Sul Global. Ele sugeriu a criação de um Conselho de Mudança do Clima da ONU para promover ações sustentáveis e uma governança democrática no ambiente digital.
Lula reiterou a importância de um sistema internacional baseado no direito e na equidade, alinhando-se à proposta do líder chinês, Xi Jinping, de fortalecer a representação do Sul Global nas relações internacionais. A cúpula do Brics, portanto, se configura como um espaço para discutir não apenas a segurança regional, mas também a promoção da paz e da cooperação entre nações em desenvolvimento.
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