- A sessão da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) ocorreu na noite de segunda-feira, 8 de setembro, e foi marcada por conflitos entre deputados.
- O ex-ministro da Previdência, Carlos Lupi, prestou depoimento sobre fraudes que causaram prejuízo estimado em R$ 6,3 bilhões.
- O deputado Marcel Van Hattem questionou Lupi sobre sua responsabilidade em atos administrativos, mas ele evitou responder, gerando protestos.
- A situação se intensificou com trocas de acusações entre deputados, levando à suspensão temporária da sessão para que Lupi pudesse consultar seu advogado.
- Após o intervalo, Lupi negou qualquer responsabilidade pelas irregularidades, afirmando que não poderia ser responsabilizado por atos de terceiros.
A sessão da CPI do INSS, realizada na noite de segunda-feira (8), foi marcada por um intenso bate-boca entre deputados, enquanto o ex-ministro da Previdência, Carlos Lupi, prestava depoimento sobre fraudes que causaram um prejuízo estimado de R$ 6,3 bilhões. O tumulto começou quando o deputado Marcel Van Hattem (Novo-RS) apresentou uma reportagem sobre uma portaria de 2023, assinada por Lupi, que centralizou poderes e diminuiu a autonomia do presidente do INSS.
Durante o depoimento, Van Hattem questionou Lupi sobre sua responsabilidade em relação aos atos administrativos, mas o ex-ministro evitou responder, gerando protestos entre os parlamentares. O relator da CPI, Carlos Viana (Podemos-MG), interveio, lembrando que Lupi tinha o direito de permanecer em silêncio, caso suas respostas pudessem incriminá-lo. Essa intervenção provocou a indignação do deputado Paulo Pimenta (PT-RS), que acusou Viana de cercear o direito de Lupi de se manifestar.
Conflito entre Deputados
A tensão aumentou com a troca de acusações entre Rogério Correia (PT-MG) e Sóstenes Cavalcante (PL-RJ). Correia insinuou que o ex-presidente Jair Bolsonaro “vai ser preso”, enquanto Cavalcante pediu respeito ao ex-presidente. A situação se agravou a ponto de quase ocorrer um confronto físico entre deputados, levando à suspensão temporária da sessão para que Lupi pudesse consultar seu advogado.
Após o intervalo, Lupi negou qualquer responsabilidade pelas irregularidades, afirmando que não poderia ser responsabilizado por atos de terceiros. A CPI, que já enfrentava um clima polarizado, viu a presença de Lupi intensificar as divisões entre os parlamentares. Além dele, outros doze ex-presidentes do INSS foram convocados para depor, refletindo a gravidade das denúncias que envolvem a arrecadação de mais de R$ 2 bilhões anuais por entidades que realizam descontos na folha de pagamento.
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