- Gabriel Dias de Oliveira, conhecido como Índio do Lixão, e Tiego Raimundo dos Santos Silva, o TH Jóias, foram presos pela Polícia Federal na última quarta-feira.
- As investigações revelaram que Índio comprou fuzis para o Comando Vermelho e que havia planos para sua candidatura a vereador na Baixada Fluminense.
- O relatório da PF indicou que Índio pagou quase R$ 200 mil a um fornecedor ligado ao Primeiro Comando da Capital em maio de 2022.
- A operação, chamada Dakovo, também resultou na prisão de outros envolvidos, incluindo um intermediário de facções no tráfico de armas no Paraguai.
- Conversas entre Índio e um ex-assessor de TH Jóias mostraram que o plano político contava com apoio de membros da facção criminosa.
Gabriel Dias de Oliveira, conhecido como Índio do Lixão, e Tiego Raimundo dos Santos Silva, o TH Jóias, foram presos na última quarta-feira, após um relatório da Polícia Federal revelar suas ligações com o tráfico de armas e facções criminosas. As investigações indicam que Índio adquiriu fuzis para o Comando Vermelho.
O relatório, enviado à Superintendência da PF no Rio, detalhou que Índio comprou armamentos de um fornecedor vinculado ao Primeiro Comando da Capital. A empresa DDM Aviação Ltda. recebeu quase R$ 200 mil de Índio em maio de 2022. O intermediário das transações, Fhillip da Silva Gregório, conhecido como Professor, era um ex-chefe do tráfico no Complexo do Alemão e também alvo da PF, mas foi encontrado morto em junho.
As compras de armamentos ocorreram em duas datas: em 3 e 18 de maio de 2022, totalizando quatro fuzis adquiridos por R$ 192,7 mil. A operação da PF, chamada Dakovo, resultou na prisão de Angel Antonio Flecha Barrios, um intermediário de facções no tráfico de armas, no Paraguai. As investigações começaram em 2020, após apreensões de armamentos na Bahia.
Ligação Política
Além do tráfico, a PF apurou que Índio e TH Jóias planejavam lançar Índio como candidato a vereador na Baixada Fluminense. Conversas entre Luiz Eduardo Cunha Gonçalves, ex-assessor de TH, e Índio revelaram que o plano envolvia apoio político de membros da facção. Índio, que já chefiou o tráfico na Favela do Lixão, voltou ao crime após ser solto em 2015 e se tornou próximo de Luciano Martiniano da Silva, o Pezão, líder do CV na região.
Na mesma operação, Dudu e Carracena foram presos, assim como um delegado federal e três policiais militares. Registros mostram que TH Jóias e Índio tinham amizade com Hytalo Santos, influenciador preso por exploração sexual de menores. O trio trocava favores e, em uma conversa, Hytalo pediu ajuda a Índio para intimidar uma mulher que o criticou nas redes sociais.
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