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América Latina cria força de resposta rápida para crises de segurança

Cúpula em Buenos Aires cria força de tarefa para combater narcotráfico e garante investimento de $ 2,5 bilhões em segurança na América Latina

Elementos do Exército de El Salvador em operação na região de Cabañas, agosto de 2023 (Foto: Reprodução)
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  • Durante a Cumbre Regional de Segurança e Justiça em Buenos Aires, foi anunciada a criação de uma força de tarefa de resposta rápida para combater redes narcocriminais na América Latina.
  • A ministra de Segurança da Argentina, Patricia Bullrich, destacou a importância da colaboração entre países para enfrentar esses desafios.
  • O Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) comprometeu-se a investir 2,5 bilhões de dólares em iniciativas de segurança nos próximos três anos.
  • A nova força de tarefa será um mecanismo permanente, ativado em situações de emergência, para coordenar ações entre polícias e sistemas judiciais.
  • A Aliança para a Segurança, a Justiça e o Desenvolvimento, criada no Equador, agora conta com 22 países membros e 12 parceiros estratégicos, focando na proteção de populações vulneráveis e desarticulação de fluxos financeiros ilícitos.

Durante a Cumbre Regional de Segurança e Justiça, realizada em Buenos Aires, foi anunciada a criação de uma força de tarefa de resposta rápida para combater as redes narcocriminais na América Latina. A ministra de Segurança da Argentina, Patricia Bullrich, destacou a importância da colaboração entre países, afirmando que “sozinhos não podemos” enfrentar esses desafios.

O evento, que ocorre nesta segunda e terça-feira, também contou com o compromisso do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) de investir 2.500 milhões de dólares em iniciativas de segurança nos próximos três anos. O presidente do BID, Ilan Goldfajn, afirmou que a nova força permitirá uma “resposta mais rápida e eficaz” a crises de segurança, como aumento da violência e vulnerabilidades institucionais.

A força de tarefa será um mecanismo permanente, ativado em situações de emergência, oferecendo apoio a governos na coordenação de ações entre polícias, sistemas judiciais e penitenciários. Bullrich enfatizou a necessidade de um melhor intercâmbio de informações entre países para enfrentar redes narcoterroristas que operam sem respeitar fronteiras. Ela citou o caso do narcotraficante José Adolfo Fito Macías, que, mesmo preso no Equador, tinha sua família vivendo na Argentina.

A Aliança para a Segurança, a Justiça e o Desenvolvimento, criada no ano passado no Equador, agora conta com 22 países membros e 12 parceiros estratégicos. O foco da aliança está em três pilares: proteção de populações vulneráveis, fortalecimento institucional e desarticulação de fluxos financeiros ilícitos. Durante a cúpula, Goldfajn se reuniu com autoridades argentinas, incluindo o presidente Javier Milei, para discutir reformas econômicas e a integração regional.

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