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Big techs pressionam para barrar PL das Fake News no Congresso Nacional

Bolsonaro se reúne com executivos da Meta em meio a crescente pressão contra o PL das Fake News, que visa regulamentar redes sociais no Brasil

Foto: Reprodução
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  • O Projeto de Lei 2630, conhecido como PL das Fake News, enfrenta resistência crescente das Big Techs no Brasil.
  • Jair Bolsonaro se reuniu com executivos da Meta em Brasília no dia 2 de abril de 2025, em meio a uma campanha contra o PL, considerado por muitos como uma forma de censura.
  • Durante a reunião, executivos da Meta expressaram preocupações sobre como a regulamentação afetaria seus interesses e o funcionamento da internet no Brasil.
  • O PL, que já passou por várias modificações desde 2020, impõe responsabilidades às plataformas em relação ao conteúdo de terceiros e exige maior transparência.
  • A votação do PL, marcada para 2 de maio de 2023, foi adiada após o relator, Orlando Silva, alegar a necessidade de consolidar sugestões de mudanças, influenciado pela pressão das Big Techs.

O PL 2630, conhecido como PL das Fake News, enfrenta crescente resistência das Big Techs no Brasil. Recentemente, Jair Bolsonaro se reuniu com executivos da Meta em Brasília, em meio a uma intensa campanha contra a proposta, que é vista por muitos como uma forma de censura. O encontro, realizado em 2 de abril de 2025, ocorreu em um clima de tensão, dado o contexto político delicado em que Bolsonaro se encontra, sendo réu em processos judiciais.

A pressão das Big Techs aumentou significativamente, com campanhas massivas para deslegitimar o PL 2630, que visa regulamentar as redes sociais e aumentar a responsabilidade das plataformas em relação ao conteúdo disseminado. Durante a reunião, Bolsonaro presenteou Murillo Laranjeira, diretor sênior de políticas públicas da Meta, com uma medalha, enquanto discutia a percepção de perseguição política que enfrenta.

Os executivos da Meta expressaram preocupações sobre o PL, argumentando que a regulamentação proposta prejudicaria não apenas seus interesses, mas também o funcionamento da internet no Brasil. O PL, que já passou por diversas modificações desde sua proposta inicial em 2020, inclui medidas que responsabilizam as plataformas por conteúdos de terceiros e exigem maior transparência.

A relação entre as Big Techs e o PL se transformou nos últimos anos. Inicialmente vistas como inimigas pelos parlamentares bolsonaristas, as empresas começaram a se aproximar do PL após perceberem que a verdadeira ameaça à sua operação vinha da esquerda. Essa mudança de postura resultou em um aumento significativo de reuniões entre lobistas das Big Techs e parlamentares, especialmente em 2023, quando o PL foi pautado para votação.

O apoio de grupos de mídia tradicionais, como o Grupo Globo, ao PL 2630, também influenciou o debate. A proposta inclui a obrigação de pagamento por parte das plataformas pelo uso de conteúdo jornalístico, o que gerou um embate entre as Big Techs e a mídia tradicional. Enquanto isso, a bancada evangélica se mobilizou contra o projeto, alegando que ele poderia censurar conteúdos religiosos.

A votação do PL 2630, marcada para 2 de maio de 2023, foi adiada após a retirada de pauta pelo relator, Orlando Silva, que alegou a necessidade de consolidar sugestões de mudanças. A pressão das Big Techs, que investiram milhões em campanhas publicitárias contra o projeto, foi um fator decisivo para a mudança de rumo na votação.

O cenário atual reflete um jogo de forças complexo, onde as Big Techs, em sua busca por evitar regulamentações, se aliaram a setores conservadores, enquanto enfrentam a resistência de grupos de mídia e parlamentares que buscam maior controle sobre a desinformação nas redes sociais. A batalha pelo futuro do PL 2630 continua, com desdobramentos que podem impactar a regulação da internet no Brasil.

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