- O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, começou a leitura de seu voto sobre uma trama golpista em 9 de setembro de 2025.
- Ele afirmou que crimes contra a ordem democrática são inafiançáveis, imprescritíveis e não podem ser anistiados.
- Dino comparou esses crimes a delitos graves, como tortura e tráfico de drogas.
- O ministro destacou que o julgamento deve ser técnico e não influenciado por pressões externas, reafirmando a imparcialidade da Corte.
- Ele lembrou que o Supremo já julgou políticos de várias ideologias e que o Brasil não deve enfrentar crises democráticas frequentes.
O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, iniciou nesta terça-feira, 9, a leitura de seu voto no julgamento de uma trama golpista. Ele destacou que crimes contra a ordem democrática são inafiançáveis, imprescritíveis e insuscetíveis de anistia. Em sua argumentação, Dino comparou a gravidade desses delitos a crimes como tortura e tráfico de drogas, que também não podem ser perdoados.
Antes de discutir o mérito do caso, o ministro enfatizou que o julgamento deve seguir critérios técnicos, como qualquer outro processo judicial no Brasil. “Não há nos votos nenhum tipo de recado,” afirmou, refutando a ideia de que pressões políticas ou ameaças de governos estrangeiros possam influenciar a decisão da Corte. Ele ressaltou que os juízes têm a capacidade psicológica necessária para não se deixarem impactar por sanções externas.
Dino também lembrou que o Supremo já julgou políticos de diversas ideologias, citando casos como o “mensalão” e a negativa de habeas corpus ao presidente Lula. “Me parece uma abordagem clubística quando alguns advogados dizem que, se o árbitro marca o pênalti para o meu time, ele é o melhor do mundo; se marca para o outro, é o pior,” disse. Para ele, não é aceitável que o Brasil enfrente crises democráticas a cada duas décadas.
O ministro finalizou afirmando que o Supremo não é um tribunal da história e que os tipos penais em questão são insuscetíveis de anistia. A leitura de seu voto marca um momento significativo no julgamento, que pode ter repercussões importantes para a política brasileira.
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