- O julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal (STF) por tentativa de golpe de Estado continua a afetar o mercado financeiro.
- Nesta terça-feira (9), o Ibovespa teve uma leve queda de 0,12%, fechando a 141.618 pontos, enquanto o dólar comercial subiu 0,35%, cotado a R$ 5,44.
- O julgamento, que envolve Bolsonaro e outros sete réus, teve votos favoráveis à condenação dos ministros Alexandre de Moraes e Flávio Dino.
- A decisão final deve ocorrer até sexta-feira (12), e o mercado aguarda possíveis reações dos Estados Unidos em caso de condenação.
- Os investidores também estão atentos à divulgação de dados de inflação nos Estados Unidos, que podem influenciar as decisões do Federal Reserve sobre a taxa de juros.
Em um cenário de incertezas, o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal (STF) por tentativa de golpe de Estado continua a impactar o mercado financeiro. Nesta terça-feira (9), o Ibovespa registrou uma leve queda de 0,12%, fechando a 141.618 pontos, enquanto o dólar comercial subiu 0,35%, cotado a R$ 5,44.
A expectativa em torno do julgamento, que envolve Bolsonaro e outros sete réus, aumentou com os votos favoráveis à condenação proferidos pelos ministros Alexandre de Moraes e Flávio Dino. O relator do caso, Moraes, e Dino expressaram suas opiniões, e a previsão é que a decisão final ocorra até sexta-feira (12). O mercado está atento a possíveis retaliações dos Estados Unidos caso a condenação se concretize.
Expectativas do Mercado
Os investidores estão divididos entre a repercussão do julgamento e a expectativa pela divulgação de dados de inflação nos Estados Unidos. O Índice de Preços ao Produtor (PPI) de agosto será divulgado na quarta-feira (10), e o Índice de Preços ao Consumidor (CPI) na quinta-feira (11). Esses dados são cruciais para as decisões do Federal Reserve sobre a taxa de juros, com a próxima reunião marcada para os dias 16 e 17.
No Brasil, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) mostrou um recuo de 0,11% em agosto, acumulando alta de 5,13% em 12 meses, acima da meta de 4,50%. Esse resultado, embora indique deflação, frustrou expectativas de cortes na taxa Selic em dezembro, segundo analistas.
Reações do Governo
O Itamaraty se manifestou contra as ameaças de intimidação da Casa Branca, reafirmando que os Três Poderes não se deixarão intimidar. A tensão entre Brasil e Estados Unidos é palpável, especialmente com o julgamento de Bolsonaro em andamento. A posição do ministro Luiz Fux, que deve se pronunciar em breve, pode influenciar o desfecho do caso e as reações do mercado.
O cenário permanece tenso, com investidores atentos a cada movimento no tribunal e suas possíveis consequências para a economia brasileira e as relações internacionais.
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