- O julgamento da ação penal sobre a suposta trama golpista do ex-presidente Jair Bolsonaro avançou em 24 de outubro.
- O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, apresentou um voto contundente, com comparações e ironias.
- Moraes destacou anotações de Alexandre Ramagem, ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência, sobre urnas eletrônicas, comparando-as a mensagens de delinquentes.
- O ministro apresentou uma linha do tempo com doze pontos sobre ações golpistas do governo Bolsonaro, incluindo o uso da Abin para monitorar adversários e ataques ao Judiciário.
- A deputada Jandira Feghali comentou sobre a ironia de Moraes, que se referiu ao caderno de Ramagem como “Meu querido diário”.
O julgamento da ação penal sobre a suposta trama golpista do ex-presidente Jair Bolsonaro ganhou novos contornos nesta terça-feira, 24 de outubro. O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), apresentou um voto contundente, repleto de comparações e ironias, que rapidamente se espalhou nas redes sociais.
Durante sua exposição, Moraes destacou anotações de Alexandre Ramagem, ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), que continham questionamentos sobre as urnas eletrônicas. O ministro fez uma comparação provocativa: “Isso não é uma mensagem de um delinquente do PCC para outro. Isso é uma mensagem do diretor da Abin para o então Presidente da República.” A frase gerou repercussão imediata, sendo amplamente compartilhada no X, antigo Twitter.
Linha do Tempo das Ações Golpistas
Moraes também utilizou uma apresentação de slides para delinear uma linha do tempo das ações do governo Bolsonaro, dividindo-as em 12 pontos. Entre os eventos citados, estavam a utilização da Abin para monitorar adversários políticos, ataques ao Judiciário e ao sistema eleitoral, além de atos golpistas após o segundo turno das eleições de 2022. O ministro mencionou eventos como a live de Bolsonaro atacando as urnas eletrônicas e a reunião com embaixadores.
A deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ) comentou sobre a ironia de Moraes, afirmando que ele foi “certeiro” ao usar a expressão “Meu querido diário” ao se referir ao caderno de Ramagem. O relator do caso enfatizou que não era razoável que registros golpistas fossem escritos na terceira pessoa e utilizados em transmissões oficiais do ex-presidente.
O julgamento continua a atrair atenção, com a sociedade observando de perto os desdobramentos e as implicações legais para os envolvidos na trama.
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