- O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, criticou as ameaças militares dos Estados Unidos à Venezuela durante a inauguração do Centro de Cooperação Policial Internacional em Manaus, ao lado do presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva.
- Petro condenou a recente morte de civis em um ataque a uma embarcação venezuelana e defendeu a união da América Latina contra agressões externas.
- Ele afirmou que “bombas não podem vir antes de diálogo”, enfatizando a necessidade de resolução pacífica de conflitos.
- Lula destacou a importância da soberania e da cooperação regional, afirmando que a Amazônia deve ser protegida por seus próprios habitantes.
- A iniciativa do Centro de Cooperação Policial Internacional visa fortalecer a colaboração entre países amazônicos no combate a crimes ambientais e ao tráfico de drogas, com investimento previsto de R$ 37 milhões.
Em Manaus, durante a inauguração do Centro de Cooperação Policial Internacional, o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, criticou as ameaças militares dos Estados Unidos à Venezuela. O evento, realizado ao lado do presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, ocorreu em um contexto de crescente tensão entre os dois países, com os EUA justificando a presença de navios militares no Caribe como parte de uma operação contra o narcotráfico.
Petro destacou que a recente morte de civis em um ataque a uma embarcação venezuelana é inaceitável. Ele afirmou que a América Latina deve se unir e não permanecer passiva diante de agressões externas. “Bombas não podem vir antes de diálogo,” enfatizou, defendendo a resolução pacífica de conflitos. O presidente colombiano também reafirmou que a Colômbia não permitirá que seu território seja utilizado para ações militares contra vizinhos.
Cooperação Regional
Lula, por sua vez, evitou mencionar diretamente os EUA ou a Venezuela, mas ressaltou a importância da soberania e da cooperação regional. “Não precisamos de intervenções estrangeiras nem de ameaças à nossa soberania,” declarou, enfatizando que a Amazônia deve ser protegida por seus próprios habitantes. O CCPI, que envolve países amazônicos, visa fortalecer a colaboração no combate a crimes ambientais e ao tráfico de drogas.
A tensão se intensificou após declarações do presidente dos EUA, Donald Trump, que afirmou que os militares americanos atacaram um barco venezuelano, resultando na morte de supostos “terroristas”. O secretário de Estado, Marco Rubio, confirmou a ação, classificando-a como “letal”. Em resposta, Washington enviou caças F-35 para Porto Rico, aumentando a presença militar na região.
A iniciativa do CCPI, com um investimento previsto de R$ 37 milhões, busca promover a segurança e a integração entre os países da Amazônia, refletindo um esforço conjunto para enfrentar desafios comuns sem depender de intervenções externas.
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