- Culiacán, no México, enfrenta um aumento de 200% nos homicídios e mais de 2.000 desaparecidos devido à intensificação da guerra entre facções do cartel de Sinaloa.
- O sequestro de Ismael “El Mayo” Zambada, atribuído a Joaquín Guzmán López, filho de “El Chapo”, agravou a situação.
- Desde o sequestro, a cidade tem registrado ataques a negócios e residências, com homicídios subindo de 600 para mais de 1.800 em um ano.
- Há relatos de recrutamento forçado de jovens, especialmente em Mazatlán, e muitas famílias estão fugindo de suas casas em busca de segurança.
- As autoridades locais, incluindo o governador Rubén Rocha, enfrentam críticas por não reconhecerem a gravidade da situação, enquanto a economia local colapsa e as funerárias têm alta demanda.
A cidade de Culiacán, no México, enfrenta uma escalada de violência relacionada ao narcotráfico, com um aumento de 200% nos homicídios e mais de 2.000 desaparecidos desde a intensificação da guerra entre facções do cartel de Sinaloa. O conflito, que se agravou após o sequestro de Ismael “El Mayo” Zambada, tem gerado um clima de terror e incerteza na população local.
No dia 9 de setembro de 2024, a rotina de Heidy Mares e sua família foi abruptamente interrompida por uma série de disparos em seu bairro, o Mercadito. Este evento marcou o início de uma nova fase de confrontos entre os grupos que disputam o controle do tráfico de drogas na região. O sequestro de Zambada, atribuído a Joaquín Guzmán López, filho de “El Chapo”, foi um catalisador para a violência, que já havia sido prevista por moradores.
A Intensificação da Violência
Desde o sequestro, a cidade tem sido palco de ataques a negócios e residências, tanto legais quanto ilegais. O número de homicídios saltou de 600 para mais de 1.800 em um ano, refletindo a gravidade da situação. Além disso, relatos de recrutamento forçado de jovens têm se multiplicado, especialmente em áreas como Mazatlán, onde a violência se espalhou para comunidades rurais.
As autoridades locais, incluindo o governador Rubén Rocha, têm sido criticadas por minimizar a gravidade da situação. Apesar do aumento do efetivo policial, a segurança permanece precária, e muitos cidadãos se sentem desprotegidos. Heidy Mares, que agora participa de um grupo de apoio chamado “Clube dos Culichis que Lloram”, relata que a guerra deixou marcas profundas na saúde mental da população.
O Impacto na Comunidade
A guerra não apenas resultou em mortes, mas também em deslocamentos forçados. Muitas famílias, como a de Maria Piña, fugiram de suas casas em Badiraguato, um dos epicentros do narcotráfico. Elas buscam abrigo em áreas como o “basurón”, onde sobrevivem coletando materiais recicláveis. A situação é desesperadora, com muitos relatos de pessoas desaparecidas e sem respostas das autoridades.
A economia local, que antes prosperava com o narcotráfico, agora enfrenta um colapso. As funerárias, por outro lado, estão em alta demanda, refletindo a crescente violência. O cenário em Culiacán é de um ciclo vicioso, onde a guerra entre facções parece longe de um fim, enquanto a população continua a sofrer as consequências.
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