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TSE e PF criam grupo de WhatsApp para investigar atos antidemocráticos

Eduardo Tagliaferro denuncia uso irregular de dados de eleitores pelo TSE e PF para identificar manifestantes de 8 de janeiro

Foto: Reprodução
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  • O ex-assessor do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Eduardo Tagliaferro, denunciou um grupo de WhatsApp chamado “Atos Antidemocráticos” que envolvia servidores do TSE e membros da Polícia Federal (PF).
  • O grupo tinha como objetivo identificar participantes das manifestações de 8 de janeiro, com a PF solicitando ajuda para verificar imagens de suspeitos usando dados do banco de eleitores do TSE.
  • Tagliaferro já havia denunciado práticas irregulares do ministro do TSE, Alexandre de Moraes, incluindo pedidos informais via WhatsApp.
  • Ele também mencionou fraudes processuais e alegações de que Moraes direcionava investigações para perseguir opositores políticos.
  • A Comissão de Segurança Pública do Senado pretende investigar as denúncias e solicitou informações ao TSE e à PF sobre o compartilhamento de dados.

O ex-assessor do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Eduardo Tagliaferro, denunciou a existência de um grupo de WhatsApp, chamado “Atos Antidemocráticos”, que reunia servidores do TSE e membros da Polícia Federal (PF). O objetivo do grupo era identificar participantes das manifestações de 8 de janeiro. Durante uma audiência na Comissão de Segurança Pública do Senado, Tagliaferro afirmou que a PF solicitava ajuda para verificar imagens de suspeitos usando dados do banco de eleitores do TSE.

Tagliaferro já havia denunciado anteriormente práticas irregulares de Alexandre de Moraes, ministro do TSE, incluindo pedidos informais via WhatsApp. A nova revelação expande as acusações, envolvendo a PF em ações que, segundo ele, ocorreram fora dos ritos da Justiça. O ex-assessor destacou que o uso do banco de dados de eleitores para identificação de manifestantes não era uma atribuição do TSE.

Durante a audiência, Tagliaferro também mencionou fraudes processuais e contatos indevidos entre Moraes e o Procurador-Geral da República, Paulo Gonet. Ele alegou que Moraes direcionava investigações para perseguir opositores políticos, enquanto críticos da esquerda não eram alvos. O ex-assessor, que atualmente vive na Itália, se considera perseguido por Moraes e é alvo de um inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF) por vazamento de informações.

Denúncias e Implicações

As denúncias de Tagliaferro incluem o uso político do cadastro de eleitores e a criação de um “gabinete paralelo” que atuava em conluio com ativistas. Ele afirmou que a PF e o TSE trocavam informações de forma informal, o que levantou questões sobre a legalidade dessas ações. A Comissão do Senado pretende investigar mais a fundo, solicitando informações ao TSE e à PF sobre o compartilhamento de dados.

O senador Flávio Bolsonaro apresentou um laudo que sugere que Moraes teria inserido documentos com datas retroativas para justificar operações da PF. A revelação do uso do banco de dados do TSE pela PF gerou um debate sobre os limites da atuação da Justiça Eleitoral e o compartilhamento de informações entre diferentes órgãos. Parlamentares questionaram a extensão do uso de provas do TSE em investigações criminais, destacando a necessidade de esclarecimentos sobre a cooperação institucional.

A Comissão do Senado deve levar as denúncias a órgãos como o STF e o Conselho Nacional de Justiça, além de considerar a criação de uma CPI para investigar a atuação de Moraes. A situação continua a se desenrolar, com novas informações sendo esperadas nas próximas semanas.

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