- O movimento pela emancipação da Barra da Tijuca e do Recreio dos Bandeirantes está se rearticulando após tentativas anteriores sem sucesso.
- Em 1988, um plebiscito para separar a região do Rio de Janeiro não obteve a participação necessária.
- Os moradores buscam soluções para problemas como transporte e infraestrutura, além de questionar a criação da Zona Sudoeste.
- O presidente da Associação Nacional e Internacional de Imprensa, Roberto Monteiro de Pinho, afirma que a emancipação visa melhorar a gestão local e a qualidade de vida.
- A documentação para a criação de um novo município já foi enviada à Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro.
Movimento pela Emancipação da Barra da Tijuca e Recreio dos Bandeirantes se Rearticula
O movimento pela emancipação da Barra da Tijuca e do Recreio dos Bandeirantes ganha força novamente, após décadas de tentativas frustradas. Em 1988, um plebiscito para separar a região do Rio de Janeiro falhou devido à baixa participação. Agora, os moradores buscam soluções para problemas locais, como transporte e infraestrutura, e questionam a recente criação da Zona Sudoeste.
A luta pela autonomia da Barra e do Recreio é liderada pelo jornalista Roberto Monteiro de Pinho, presidente da Associação Nacional e Internacional de Imprensa. Ele destaca que a emancipação não é apenas uma questão territorial, mas uma busca por soluções administrativas para problemas crônicos da região, como segurança pública e mobilidade urbana. Pinho afirma que a Barra tem potencial para ser autossuficiente, com arrecadação suficiente para sustentar um novo município.
Os desafios enfrentados pela região incluem a falta de transporte público adequado, exemplificado pela ausência do metrô no Recreio. Durante os Jogos Olímpicos de 2016, havia expectativa de que a linha fosse expandida, mas isso não ocorreu. A criação da Zona Sudoeste, sancionada pelo prefeito Eduardo Paes, é vista com ceticismo pelos defensores da emancipação, que questionam os benefícios reais dessa nova configuração.
Pinho critica a falta de audiências públicas para discutir as mudanças e alerta sobre possíveis impactos tributários. Ele menciona que, segundo informações da Secretaria Municipal de Fazenda, não haverá alteração no valor do IPTU, mas a proposta de simetria tributária entre as áreas pode gerar descontentamento. A região, que cresce rapidamente em termos de empreendimentos imobiliários, ainda enfrenta problemas como congestionamentos e poluição.
A documentação necessária para a criação de um novo município já foi encaminhada à Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). O movimento pela emancipação continua buscando apoio e acredita que a gestão local pode garantir que os recursos sejam reinvestidos na própria região, melhorando a qualidade de vida dos moradores.
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