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Celso Amorim classifica como grave ameaça de uso militar dos EUA pela Casa Branca

Em meio a tensões, Brasil critica sanções dos EUA e defende a democracia após ameaças de uso de força econômica e militar

Celso Amorim, assessor internacional de Lula, em uma imagem (Foto: Reprodução)
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  • O embaixador Celso Amorim criticou a declaração da porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, sobre o uso de poder econômico e militar pelos Estados Unidos.
  • Amorim considerou a ameaça grave, independentemente de quem a fez, e se referiu ao julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro.
  • O Itamaraty condenou sanções econômicas e ameaças de uso da força, afirmando que defender a democracia é essencial para proteger a liberdade de expressão.
  • A relação entre Brasil e EUA está tensa, com tarifas e sanções que impactam a economia brasileira.
  • Donald Trump anunciou uma sobretaxa de 50% sobre produtos brasileiros e Washington impôs sanções a autoridades brasileiras, incluindo o ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes.

O embaixador Celso Amorim, conselheiro de política externa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, criticou a recente declaração da porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, sobre o uso de poder econômico e militar pelos Estados Unidos. Em entrevista ao GLOBO, Amorim classificou a ameaça como grave, independentemente da autoridade de quem a fez. Leavitt se referiu ao julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro, que enfrenta acusações no Supremo Tribunal Federal (STF) por tentativa de golpe de Estado.

O governo brasileiro, por meio do Itamaraty, também se manifestou, condenando as sanções econômicas e as ameaças de uso da força. A nota oficial afirma que defender a democracia e a vontade popular é o primeiro passo para proteger a liberdade de expressão. As relações entre Brasil e EUA estão em um ponto crítico, com a aplicação de tarifas e sanções que afetam diretamente a economia brasileira.

Recentemente, o ex-presidente Donald Trump anunciou uma sobretaxa de 50% sobre produtos brasileiros, citando a situação de Bolsonaro como uma das razões para a medida. Além disso, Washington impôs sanções a autoridades brasileiras, incluindo o ministro do STF, Alexandre de Moraes, que teve seu visto suspenso e está proibido de realizar operações comerciais nos EUA.

Amorim expressou ceticismo quanto à possibilidade de uma ação militar dos EUA contra o Brasil, ressaltando que isso violaria o direito internacional e a soberania do país. A tensão entre as duas nações, que já durava mais de 200 anos, parece estar em sua fase mais delicada, com desdobramentos que podem impactar a política e a economia brasileira nos próximos meses.

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