- O julgamento de Jair Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal (STF) avança, focando em uma suposta trama golpista.
- A delação do ex-auxiliar Mauro Cid é central nas acusações.
- O advogado de Bolsonaro, Paulo Bueno, pode solicitar prisão domiciliar dependendo do resultado do julgamento.
- O STF retoma a análise do caso, com o placar atual de 2 a 0 pela condenação dos réus.
- O voto do ministro Luiz Fux é aguardado, pois pode consolidar a maioria contra Bolsonaro.
O julgamento de Jair Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal (STF) sobre uma suposta trama golpista avança, com a delação do ex-auxiliar Mauro Cid no centro das acusações. O advogado de Bolsonaro, Paulo Bueno, afirmou que pode solicitar prisão domiciliar para o ex-presidente, dependendo do resultado do julgamento. “Vamos esperar o fim do dia”, disse Bueno ao chegar à Corte.
O STF retoma a análise do caso nesta quarta-feira, com o placar atual de 2 a 0 pela condenação dos réus. O voto do ministro Luiz Fux é aguardado com expectativa, pois ele já demonstrou divergências em relação ao entendimento do ministro Alexandre de Moraes. Caso Fux também considere Bolsonaro culpado, a maioria no colegiado estará consolidada.
A delação de Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, é contestada por Bueno, que a descreveu como inconsistente. O advogado argumentou que “a delação do Cid não deveria existir, ele é um mentiroso”. Fux, por sua vez, já indicou que considera haver omissões significativas nos depoimentos de Cid, referindo-se a eles como “delações independentes”.
Na sessão anterior, Moraes rebateu a visão de Fux, afirmando que não se tratam de “oito delações de Cid”, mas sim de um conjunto coerente de elementos que reforçam as acusações. O voto de Fux poderá trazer uma nova perspectiva sobre a validade das provas apresentadas.
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