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Deputada retira projeto que permitiria ao Congresso demitir cúpula do BC

Lídice da Mata retira projeto que permitiria demissão de diretores do Banco Central, citando pressões políticas e crise atual

Atual composição do Comitê de Política Monetária com Gabriel Galípolo na presidência do Banco Central (Foto: Reprodução)
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  • A deputada Lídice da Mata solicitou a retirada do projeto que permitiria ao Congresso demitir diretores do Banco Central.
  • A decisão ocorreu em meio a pressões da extrema direita e ao julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro.
  • O projeto, conhecido como PLC 39/2021, visava permitir a demissão de diretores por ações consideradas “incompatíveis com os interesses nacionais”.
  • Lídice da Mata, única proponente ainda em mandato, destacou a necessidade de preservar a independência do Banco Central.
  • Recentemente, lideranças de seis partidos do Centrão tentaram acelerar a tramitação do projeto, que já estava em discussão há mais de quatro anos.

A deputada Lídice da Mata (BA) solicitou a retirada do projeto que permitiria ao Congresso demitir diretores do Banco Central (BC). A decisão foi tomada em meio a pressões da extrema direita e ao contexto do julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Em fevereiro de 2021, a autonomia do Banco Central foi garantida por uma lei sancionada por Jair Bolsonaro, Paulo Guedes e Roberto Campos Neto. O projeto que Lídice pediu para retirar, o PLC 39/2021, visava permitir a demissão de diretores do BC quando suas ações fossem consideradas “incompatíveis com os interesses nacionais”. A proposta contava com o apoio de outros dois colegas de partido.

Recentemente, lideranças de seis partidos do Centrão, além de membros da oposição e da base do governo, protocolaram um requerimento para acelerar a tramitação do projeto. O deputado Cláudio Cajado (PP-BA) foi um dos principais articuladores dessa iniciativa, que já estava em discussão há mais de quatro anos.

Lídice da Mata, única proponente ainda em mandato, justificou sua decisão ao afirmar que a movimentação da extrema direita poderia usar o projeto para pressionar o governo federal e atacar a independência do Banco Central. Ela destacou a importância de focar em questões mais urgentes, considerando a crise política atual.

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