- Moradores da favela do Moinho, em São Paulo, protestaram na noite de quarta-feira, 10 de setembro, contra a prisão de nove pessoas suspeitas de envolvimento com o Primeiro Comando da Capital (PCC) e tráfico de drogas.
- O ato, que reuniu cerca de 80 pessoas, exigiu respostas do governo e denunciou a criminalização das favelas.
- Os manifestantes fecharam a avenida Rio Branco, exibindo cartazes com mensagens como “Cadê Lula?” e “Não à criminalização das favelas”.
- A manifestação ocorreu após a operação Sharpe do Ministério Público do Estado de São Paulo, que resultou nas prisões na segunda-feira, 8 de setembro.
- A repressão policial foi intensa, com o uso de gás lacrimogêneo, e um advogado foi atingido por spray de pimenta ao tentar dialogar com os policiais.
Moradores da favela do Moinho, em São Paulo, realizaram um protesto na noite de quarta-feira (10) contra a prisão de nove pessoas suspeitas de envolvimento com o PCC (Primeiro Comando da Capital) e tráfico de drogas. O ato, que começou na comunidade, exigiu respostas do governo e denunciou a criminalização das favelas.
Os manifestantes, cerca de 80, fecharam a avenida Rio Branco, clamando por um posicionamento do presidente Lula e do Ministério dos Direitos Humanos. Cartazes com frases como “Cadê Lula?” e “Não à criminalização das favelas” foram exibidos durante a manifestação. O protesto foi uma reação à operação Sharpe do MPSP, que resultou nas prisões na segunda-feira (8).
Entre os detidos, estão Alessandra Moja Cunha e sua filha Yasmin Moja Flores, que foram presas sob suspeita de tráfico e extorsão. Alessandra é irmã de Leonardo Moja, conhecido como Léo do Moinho, apontado como líder do tráfico na região. Yasmin, por sua vez, é descrita como líder comunitária, mas reside em um imóvel vinculado a atividades ilícitas.
Repressão Policial
A manifestação foi acompanhada por forças policiais, incluindo o Batalhão de Ações Especiais da PM, que usou gás lacrimogêneo para dispersar os protestantes. Durante a repressão, o advogado Michael Dantas foi atingido por spray de pimenta ao tentar dialogar com os policiais. Ele denunciou o abuso de autoridade e a falta de diálogo durante a ação policial.
Em abril, a gestão do governador Tarcísio de Freitas anunciou planos de remoção de famílias da favela, o que gerou protestos e mobilizações. O terreno da comunidade pertence à União, e o governo federal e estadual estão em negociação sobre a situação. Lula, em visita à favela em junho, expressou preocupação com o uso da força policial contra os moradores.
A tensão entre os moradores e as autoridades continua, refletindo a complexidade da situação nas favelas de São Paulo, onde a luta por direitos e dignidade se entrelaça com a repressão e a criminalização.
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