- Protestos em Katmandu resultaram na renúncia do primeiro-ministro KP Sharma Oli e na morte de Rajyalaxmi Chitrakar, esposa do ex-primeiro-ministro Jhalanath Khanal.
- A crise política se intensificou após o governo bloquear 26 redes sociais, incluindo Facebook e YouTube.
- As manifestações começaram devido a denúncias de corrupção e má gestão, mas aumentaram com a repressão policial.
- Helicópteros do Serviço Aéreo do Exército Nepalês foram usados para evacuar políticos cercados por manifestantes.
- A insatisfação é maior entre a Geração Z, que se sente marginalizada, e a comunidade internacional expressou preocupação com a situação no país.
Katmandu vive uma onda de protestos que resultou na renúncia do primeiro-ministro KP Sharma Oli e na morte de Rajyalaxmi Chitrakar, esposa do ex-primeiro-ministro Jhalanath Khanal. A crise política se intensificou após o governo bloquear 26 redes sociais, incluindo Facebook e YouTube, gerando revolta popular.
Os protestos começaram como uma reação a denúncias de corrupção e má gestão, mas se agravaram com a repressão policial e a censura nas redes sociais. Helicópteros do Serviço Aéreo do Exército Nepalês foram mobilizados para evacuar políticos cercados por manifestantes em suas residências. As imagens da evacuação aérea evocaram comparações com eventos históricos, como a retirada de Saigon em 1975.
A morte de Chitrakar, que sofreu queimaduras após sua casa ser incendiada, aumentou a indignação. O presidente Ramchandra Paudel fez um apelo à paz, pedindo que todos, incluindo os manifestantes, cooperassem para resolver a situação. A insatisfação é especialmente forte entre a Geração Z, que se sente marginalizada.
Contexto da Crise
A proibição das redes sociais, que atingiu uma população jovem e conectada, foi o estopim para os protestos. Vídeos viralizados no TikTok mostraram o contraste entre as dificuldades enfrentadas pela maioria dos nepaleses e o estilo de vida luxuoso dos filhos de políticos. Essa disparidade aumentou a revolta popular.
A comunidade internacional, incluindo a ONU e a Índia, expressou preocupação com a estabilidade política no Nepal. A renúncia de Oli, que havia retornado ao poder em 2024, foi vista como uma tentativa de abrir caminho para uma solução política em meio ao caos. A situação continua a evoluir, com a população exigindo mudanças significativas.
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