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Oposição formaliza impeachment de Tarcísio de Freitas na Alesp

Oposição protocolou novo pedido de impeachment contra Tarcísio de Freitas por uso de recursos públicos em ações políticas e críticas ao Judiciário

Foto: Reprodução
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  • Parlamentares da oposição protocolaram um novo pedido de impeachment contra o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, no dia nove de setembro.
  • A denúncia acusa o governador de usar recursos públicos para hostilizar o Judiciário e articular apoio à anistia de aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro.
  • O pedido foi assinado por Antonio Donato e Guilherme Cortez, líderes das federações PT-PCdoB-PV e PSOL-Rede, respectivamente.
  • Os opositores afirmam que Tarcísio desviou recursos e prestígio do cargo para fins políticos, o que comprometeria a Constituição e a probidade administrativa.
  • Este é o terceiro pedido de impeachment contra Tarcísio, sendo que os anteriores foram arquivados pela Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp).

Parlamentares da oposição protocolaram um novo pedido de impeachment contra o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), nesta terça-feira (9). A denúncia alega que o governador utilizou recursos públicos para hostilizar o Poder Judiciário e articular apoio à anistia de aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O pedido foi assinado por Antonio Donato e Guilherme Cortez, líderes das federações PT-PCdoB-PV e PSOL-Rede, respectivamente.

Os opositores afirmam que Tarcísio realizou viagens a Brasília nos dias 2 e 3 de setembro, sem compromissos oficiais, para se reunir com o presidente da Câmara, Hugo Motta, e outros membros de seu partido. Durante essas reuniões, o governador teria discutido um projeto de lei que beneficiaria condenados pelos eventos de 8 de janeiro, incluindo Bolsonaro. Além disso, o discurso de Tarcísio em um ato do 7 de Setembro, onde chamou o ministro Alexandre de Moraes de ditador, é citado como prova de sua suposta quebra de responsabilidade institucional.

Acusações e Reações

Os deputados de oposição sustentam que as ações do governador atentam contra a Constituição e a probidade administrativa. Eles argumentam que Tarcísio desviou recursos e prestígio do cargo para fins políticos, fortalecendo uma estratégia de “continuidade golpista” e desgastando as instituições democráticas. O pedido de impeachment foi entregue ao presidente da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp), André do Prado, que decidirá se o processo seguirá adiante.

Este é o terceiro pedido de impeachment contra Tarcísio, sendo que os anteriores foram arquivados pela Alesp, que possui uma maioria favorável ao governador. André do Prado já rejeitou duas denúncias apresentadas pelo PSOL, alegando falta de elementos que caracterizassem crime de responsabilidade. A assessoria do governador ainda não se manifestou sobre o novo pedido.

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