- As tensões entre Estados Unidos e Venezuela aumentaram com a presença da frota armada americana no Caribe.
- O governo de Nicolás Maduro enviou 25.000 soldados para as fronteiras, intensificando operações contra o tráfico de drogas.
- Maduro nega a existência de cultivo de drogas no país e desafia a narrativa dos EUA sobre o narcotráfico.
- As Forças Armadas venezuelanas realizam operações para verificar a ausência de cultivos ilícitos e bloquear áreas de tráfico.
- O governo critica a hipocrisia dos EUA em relação ao tráfico, afirmando que a maior parte dos lucros permanece nos Estados Unidos.
As tensões entre Estados Unidos e Venezuela se intensificam com a presença da frota armada americana no Caribe. Em resposta, o governo de Nicolás Maduro anunciou o envio de 25.000 soldados para as fronteiras, reforçando operações contra o tráfico de drogas. Maduro nega a existência de cultivo de drogas no país, desafiando a narrativa dos EUA.
O governo venezuelano intensificou a divulgação de suas operações antinarcóticos, destacando ações das Forças Armadas e agências de segurança nas fronteiras e áreas costeiras. Maduro busca legitimar sua administração, apresentando-se como um governo democrático e alinhado aos valores nacionais. No entanto, a oposição contesta sua legitimidade, afirmando que o candidato Edmundo González venceu as eleições de julho de 2024, conforme relatórios do Carter Center e da Organização dos Estados Americanos.
Operações Militares e Narrativas
As operações militares visam verificar a ausência de cultivos ilícitos e bloquear áreas de tráfico. Diosdado Cabello, ministro do Interior e Justiça, e Vladimir Padrino, ministro da Defesa, têm realizado coletivas de imprensa para detalhar as ações, incluindo patrulhas fluviais e o abate de aeronaves transportando drogas. O governo insiste que não há produção ou tráfico de drogas na Venezuela, afirmando que 87% do tráfico na América do Sul ocorre pelo Pacífico.
Delcy Rodríguez, vice-presidente, criticou a hipocrisia dos EUA em relação ao tráfico de drogas, destacando que 85% dos lucros do tráfico permanecem nos Estados Unidos. Ela também acusou a Agência Antidrogas dos EUA (DEA) de ter conexões com o tráfico. Padrino afirmou que as manobras militares dos EUA visam desestabilizar o governo venezuelano e provocar divisões nas Forças Armadas.
Reação do Governo
Cabello alertou sobre uma operação de guerra psicológica contra a Venezuela, enquanto mensagens ambíguas de autoridades americanas sugerem uma possível ação iminente. Ele reafirmou que a revolução bolivariana não será derrotada, afirmando que a história será contada pelos vencedores. O governo continua a mobilizar a população para a defesa nacional, enfatizando a dignidade e a soberania do país em meio a um cenário de crescente pressão externa.
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