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Cármen Lúcia se une a Fux e forma maioria para condenar Bolsonaro no Supremo

Cármen Lúcia vota pela condenação de Jair Bolsonaro no STF, formando maioria de 4 a 1 em caso de tentativa de golpe de Estado

Fux durante julgamento de Bolsonaro na Primeira Turma do STF (Foto: Reprodução)
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  • O julgamento de Jair Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal (STF) teve um momento decisivo em 11 de setembro de 2025.
  • A ministra Cármen Lúcia votou pela condenação do ex-presidente, formando uma maioria de 4 a 1.
  • O caso envolve acusações de tentativa de golpe de Estado após a derrota de Bolsonaro nas eleições de 2022.
  • O voto de Cármen Lúcia, com 396 páginas, contrasta com o extenso voto de Luiz Fux, que propôs a absolvição de Bolsonaro e cinco aliados.
  • A dosimetria das penas para os condenados deve ocorrer em 12 de setembro de 2025.

O julgamento de Jair Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal (STF) atingiu um momento decisivo nesta quinta-feira, 11. A ministra Cármen Lúcia votou pela condenação do ex-presidente, formando uma maioria de 4 a 1, ao lado de Alexandre de Moraes e Flávio Dino. O caso envolve acusações de tentativa de golpe de Estado após a derrota de Bolsonaro nas eleições de 2022.

O voto de Cármen Lúcia, que se destacou por sua firmeza e clareza, contrasta com o extenso voto de Luiz Fux, que durou quase 14 horas e propôs a absolvição de Bolsonaro e de cinco aliados. Fux apenas condenou Mauro Cid e Walter Braga Netto, o que surpreendeu seus colegas da Primeira Turma. A ministra enfatizou que o julgamento representa um encontro do Brasil com seu passado, presente e futuro.

Durante a sessão, Cármen Lúcia permitiu apartes, demonstrando abertura ao diálogo, mas ressaltou a importância da brevidade nas intervenções. O voto dela, que se estendeu por 396 páginas, foi considerado crucial, especialmente após sua atuação anterior em que votou pela inelegibilidade de Bolsonaro no Tribunal Superior Eleitoral.

Expectativas e Desdobramentos

Com o voto de Cármen Lúcia, a expectativa é que o resultado final do julgamento traga desdobramentos significativos para a política brasileira. O presidente da Primeira Turma, Cristiano Zanin, ainda deve se manifestar, encerrando a votação sobre o caso. A dosimetria das penas para os condenados está prevista para ocorrer na sexta-feira, 12.

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