- A Justiça de São Paulo absolveu os policiais militares Rubem Pinto Santos e Rafael Perestrelo Trogillo pela morte de Jefferson Junio Ramos Diogo durante a Operação Escudo, em julho de 2023.
- O juiz Edmilson Rosa dos Santos, da 3ª Vara Criminal de Guarujá, considerou que os policiais agiram em legítima defesa.
- A operação, realizada em 29 de julho, resultou em 28 mortes e foi motivada pela morte de um colega dos réus.
- A acusação se baseou em imagens de câmeras corporais que mostravam os policiais supostamente manipulando a cena do crime.
- A absolvição de Santos e Trogillo é a terceira entre os julgamentos em primeira instância relacionados à Operação Escudo.
A Justiça de São Paulo absolveu os policiais militares Rubem Pinto Santos e Rafael Perestrelo Trogillo, envolvidos na morte de Jefferson Junio Ramos Diogo durante a Operação Escudo, em julho de 2023. O juiz Edmilson Rosa dos Santos, da 3ª Vara Criminal de Guarujá, considerou que os PMs agiram em legítima defesa, apesar das acusações de manipulação da cena do crime.
A operação, que ocorreu em 29 de julho, resultou em 28 mortes e foi desencadeada após a morte de um colega dos réus. A acusação baseou-se em imagens de câmeras corporais que mostravam os policiais supostamente colocando uma arma ao lado do corpo de Diogo, que era usuário de crack e estava em situação de rua. A família do falecido apresentou um extrato bancário que indicava movimentações mínimas, levantando dúvidas sobre como ele chegou a Guarujá.
O juiz destacou que a suposição de que os policiais teriam simulado um confronto carece de lógica. A perícia na arma atribuída a Diogo revelou indícios de disparos recentes, corroborando a versão dos policiais. As imagens mostram que, durante a troca de tiros, Diogo foi alvejado após se deslocar em direção oposta a outros suspeitos.
Desdobramentos da Operação
A Operação Escudo já resultou em quatro denúncias contra oito policiais, com a absolvição de Santos e Trogillo sendo a terceira entre os julgamentos em primeira instância. Apenas um caso, relacionado à morte de Rogério Andrade de Jesus, teve sentença de pronúncia, levando os réus a um tribunal do júri.
Além disso, a Operação Verão, que ocorreu no ano seguinte e deixou 56 mortos, também gerou investigações e denúncias contra policiais, mas muitos casos foram arquivados. A situação continua a gerar controvérsias e debates sobre a atuação da polícia em operações de combate ao crime.
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