- O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, classificou a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro como “injusta”.
- Ele defendeu a presunção de inocência e criticou as penas aplicadas a Bolsonaro e seus aliados como desproporcionais.
- Tarcísio ressaltou a importância de não condenar ninguém sem provas e afirmou que “a justiça ainda prevalecerá”.
- Esta foi a primeira declaração pública do governador sobre o tema desde o início do julgamento.
- O vice-prefeito de São Paulo, Coronel Mello Araújo, também se manifestou em defesa de Bolsonaro, afirmando que a “guerra não acabou”.
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, manifestou-se nesta quinta-feira (10) sobre a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro pela trama golpista, classificando a decisão como “injusta”. Em suas redes sociais, Tarcísio defendeu a presunção de inocência e afirmou que tanto Bolsonaro quanto seus aliados foram alvo de penas desproporcionais.
O governador destacou que, embora a impunidade não deva ser tolerada, é fundamental respeitar o princípio de que ninguém deve ser condenado sem provas. Ele acrescentou que “a história se encarregará de desmontar as narrativas” e que “a justiça ainda prevalecerá”. Esta é a primeira declaração pública de Tarcísio sobre o assunto desde o início do julgamento, após um período de silêncio em que se concentrou em temas administrativos.
Reações e Contexto
A manifestação de Tarcísio ocorre em um momento em que seus apoiadores esperavam uma posição mais firme sobre o processo contra Bolsonaro. O tom crítico adotado pelo governador no feriado da Independência, quando mencionou “tirania” e “ditadura”, gerou desconforto em setores mais moderados e até entre ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), que consideraram suas palavras “fora do tom institucional”.
Em São Paulo, o vice-prefeito Coronel Mello Araújo também se posicionou em defesa de Bolsonaro, afirmando que a “guerra não acabou” e elogiando o ex-presidente por ter ajudado os brasileiros a entender melhor a política. Mello destacou ainda o voto divergente do ministro Luiz Fux, que foi o único a apoiar Bolsonaro no julgamento, chamando a decisão de “circo”.
Essas manifestações refletem a divisão entre os apoiadores de Bolsonaro e aqueles que preferem uma abordagem mais cautelosa em relação ao ex-presidente, em um cenário político ainda tenso e polarizado.
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