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Espanha nega acusações de Netanyahu sobre incitação ao genocídio em Israel

Netanyahu acusa Sánchez de incitar genocídio, enquanto Espanha classifica as declarações como falsas e caluniosas em meio a tensões crescentes

Manifestantes protestam na praça Puerta del Sol, em Madri, pedindo embargo comercial e de exportação de armas contra Israel (Foto: Reprodução)
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  • O primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, acusou o líder espanhol, Pedro Sánchez, de incitar genocídio contra Israel.
  • A acusação gerou uma forte reação do governo espanhol, que a classificou como falsa e caluniosa.
  • A ministra da Defesa da Espanha, Margarita Robles, criticou Netanyahu, lembrando que ele comete atrocidades em Gaza.
  • A Espanha chamou sua embaixadora em Tel Aviv para consultas e Israel impôs restrições à entrada de autoridades espanholas.
  • A Espanha reconheceu o Estado da Palestina em maio de 2024 e se posiciona criticamente em relação à campanha militar de Israel em Gaza.

O primeiro-ministro israelense, Binyamin Netanyahu, acusou o líder espanhol, Pedro Sánchez, de incitar genocídio contra Israel, gerando uma forte reação do governo da Espanha. As declarações ocorreram em meio a uma escalada de tensões entre os dois países, exacerbadas pela guerra na Faixa de Gaza.

Na quinta-feira (12), o gabinete de Netanyahu publicou uma mensagem na rede social X, afirmando que as declarações de Sánchez representavam uma “ameaça genocida” ao Estado judeu. A ministra da Defesa espanhola, Margarita Robles, respondeu, afirmando que é surpreendente que Netanyahu, que comete atrocidades em Gaza, critique outros países.

Sánchez, em suas declarações, destacou que a Espanha não possui recursos militares suficientes para deter a ofensiva israelense, mas que isso não impede o país de tentar agir. O governo espanhol, por sua vez, enfatizou que o povo espanhol é amigo tanto de Israel quanto da Palestina, classificando as acusações de Netanyahu como “falsas e caluniosas”.

Reações e Consequências

A troca de acusações entre os líderes ocorreu após a Espanha ter chamado sua embaixadora em Tel Aviv para consultas. Além disso, Israel impôs restrições à entrada de autoridades espanholas, incluindo a segunda vice-primeira-ministra, Yolanda Díaz, e a ministra da Juventude e Infância, Sira Rego.

Rego, de origem palestina, rejeitou as acusações de Netanyahu, afirmando que são parte da perseguição do Estado israelense contra aqueles que denunciam o genocídio. A Espanha, que reconheceu o Estado da Palestina em maio de 2024, se posiciona como uma das vozes mais críticas na Europa em relação à campanha militar de Israel em Gaza, que começou após um ataque do Hamas em 7 de outubro de 2023.

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