- Juliano Biron, líder da facção criminosa Os Manos, foi preso na Bolívia em 25 de outubro de 2024.
- Ele estava foragido desde outubro do ano anterior e é vinculado ao Primeiro Comando da Capital (PCC).
- A prisão ocorreu em Santa Cruz de La Sierra, onde Biron usava documentos falsos e vivia em luxo.
- Ele é acusado de movimentar mais de R$ 500 milhões em atividades ilícitas, incluindo tráfico internacional de cocaína.
- Biron deverá ser transferido para uma penitenciária de segurança máxima no Rio Grande do Sul.
Líder da facção criminosa Os Manos, Juliano Biron, foi preso na Bolívia nesta quarta-feira, 25 de outubro de 2024. Ele estava foragido desde outubro do ano passado e é vinculado ao Primeiro Comando da Capital (PCC). A prisão ocorreu em Santa Cruz de La Sierra, onde Biron vivia com documentos falsos e desfrutava de uma vida luxuosa.
Biron é acusado de movimentar mais de R$ 500 milhões em atividades ilícitas, incluindo tráfico internacional de cocaína e lavagem de dinheiro. As investigações da Polícia Civil do Rio Grande do Sul revelaram que ele utilizava laranjas, empresas de fachada e criptomoedas para ocultar a origem dos recursos. Cerca de R$ 115 milhões foram sequestrados das contas de Biron.
O criminoso foi um dos alvos da Operação Beatus, deflagrada em dezembro de 2023, que resultou na apreensão de 28 imóveis e veículos de luxo em estados como Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Segundo o delegado Alencar Carraro, Biron é considerado um dos traficantes mais importantes da região, responsável por enviar grandes quantidades de cocaína para o estado e até mesmo para a Europa.
Trajetória Criminal
Juliano Biron iniciou sua carreira criminosa como ladrão de bancos e ganhou notoriedade após ser apontado como responsável pelo assassinato do fotógrafo José Gustavo Bertuol Gargioni, em julho de 2015. Gargioni, que tinha um relacionamento com a ex-namorada de Biron, foi sequestrado e torturado antes de ser morto.
Com a prisão de Biron, as autoridades esperam desmantelar parte significativa do esquema de tráfico que ele liderava, que incluía o transporte de cocaína da Bolívia para a Argentina e, posteriormente, para o Brasil. Ele deverá ser transferido para uma penitenciária de segurança máxima no Rio Grande do Sul.
Entre na conversa da comunidade