- O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, retirou provas do acordo de leniência da Odebrecht da ação de improbidade administrativa contra o senador Jaques Wagner (PT-BA).
- A investigação envolve supostos danos aos cofres públicos relacionados a empréstimos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para a construção da Arena Fonte Nova.
- A decisão de Toffoli, proferida em dez de agosto, anula elementos probatórios dos sistemas Drousys e MyWebDay, que registravam pagamentos ilícitos.
- A defesa de Wagner argumentou que as acusações se baseavam nas provas agora anuladas e pediu o arquivamento do caso.
- Com a nulidade das provas, a continuidade do processo depende da avaliação do juiz responsável.
O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu retirar provas do acordo de leniência da Odebrecht da ação de improbidade administrativa contra o senador Jaques Wagner (PT-BA). O caso, que investiga supostos danos aos cofres públicos relacionados a empréstimos do BNDES para a construção da Arena Fonte Nova, tramita na 16ª Vara Federal Cível da Bahia.
Wagner, que era governador da Bahia durante a execução das obras para a Copa do Mundo de 2014, enfrenta acusações que envolvem a Odebrecht e a OAS. A decisão de Toffoli, proferida na quarta-feira (10), anula elementos probatórios dos sistemas Drousys e MyWebDay, utilizados pela empreiteira para registrar pagamentos ilícitos. Com isso, a continuidade do processo agora depende da avaliação do juiz responsável.
A ação já estava suspensa desde agosto, após uma decisão anterior de Toffoli. A defesa de Wagner argumentou que as acusações se baseavam nas provas agora anuladas e solicitou o arquivamento do caso. O ministro, em sua decisão, declarou a imprestabilidade dos elementos de prova obtidos a partir dos sistemas da Odebrecht, determinando sua exclusão dos autos.
Essas provas, que foram anuladas pelo STF em 2021 em processos envolvendo o ex-presidente Lula, agora não podem ser utilizadas em ações contra outros investigados. Em 2023, Toffoli ampliou essa medida, invalidando todas as provas da Odebrecht em qualquer processo. Com a nulidade do material, Wagner busca que a ação de improbidade contra ele seja extinta.
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