- O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, teve um aumento na aprovação nas pesquisas de opinião.
- A pesquisa Ipsos-Ipec, realizada entre quatro e oito de setembro, mostrou que a aprovação subiu de trinta e nove por cento em junho para quarenta e quatro por cento.
- A aprovação cresceu sete pontos entre os nordestinos, atingindo sessenta e três por cento, e entre os que ganham até um salário mínimo, subiu de quarenta por cento para cinquenta e quatro por cento.
- A deflação nos preços dos alimentos, com uma queda de zero vírgula onze por cento em agosto, também contribuiu para a melhora na avaliação do governo.
- O discurso nacionalista de Lula, em resposta ao tarifaço de Donald Trump, ajudou a revitalizar a confiança dos eleitores, especialmente nas bases tradicionais do petista.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) apresentou uma recuperação nas pesquisas de opinião, especialmente entre os nordestinos e a população de baixa renda. Dados do Ipsos-Ipec e Datafolha, divulgados na última sexta-feira, mostram que a aprovação ao governo subiu, refletindo uma tendência positiva após meses de desaprovação.
A pesquisa Ipsos-Ipec, realizada entre 4 e 8 de setembro, revelou que a aprovação de Lula passou de 39% em junho para 44%. O aumento foi mais significativo entre os nordestinos, onde a aprovação subiu sete pontos, alcançando 63%. Entre os que ganham até um salário mínimo, a aprovação saltou de 40% para 54%. O Datafolha também indicou um empate numérico entre aprovação e desaprovação, ambas com 48%.
A melhora na avaliação do presidente coincide com a deflação nos preços dos alimentos, que registrou uma queda de 0,11% em agosto, a primeira do ano. Essa redução foi especialmente perceptível para a população, que sentiu uma diminuição nos custos de supermercado. A Genial/Quaest apontou que a percepção de alta nos preços caiu de 76% para 60%, enquanto a parcela que notou queda aumentou de 8% para 18%.
O discurso nacionalista de Lula, em resposta ao tarifaço de Donald Trump, também tem contribuído para sua recuperação. A combinação de fatores econômicos e políticos parece ter revitalizado a confiança dos eleitores, especialmente nas bases tradicionais do petista. A avaliação do governo, que considerava ótimo ou bom, subiu de 29% em julho para 33% agora, com um aumento notável no Nordeste e entre os que recebem até dois salários mínimos.
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