- O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, anunciou que o Brasil não usará a Lei de Reciprocidade contra os Estados Unidos.
- A decisão foi comunicada durante o evento Valor 1000, em São Paulo, onde Alckmin enfatizou a importância do diálogo nas relações comerciais.
- Ele destacou que o governo brasileiro busca soluções na Organização Mundial do Comércio (OMC) para mitigar os efeitos das sanções americanas após a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro.
- Alckmin também mencionou ações para reduzir o impacto do aumento de tarifas, como a facilitação de licitações para produtos como café, carne e frutas.
- O vice-presidente reforçou a necessidade de um superávit fiscal e a importância de acordos comerciais, como o Mercosul-Cingapura e o futuro Mercosul-EFTA.
O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, anunciou nesta segunda-feira (15) que o Brasil não utilizará a Lei de Reciprocidade contra os Estados Unidos, optando por priorizar o diálogo nas relações comerciais. A declaração foi feita durante o evento Valor 1000, em São Paulo, onde Alckmin expressou otimismo sobre a possibilidade de melhoria nas relações bilaterais, mesmo diante de tensões recentes.
Alckmin destacou que, apesar das ameaças de sanções americanas após a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro, o governo brasileiro busca soluções por meio da Organização Mundial do Comércio (OMC). Ele afirmou que a política de importação deve ser baseada em regras e não em retaliações, enfatizando a defesa do livre comércio e do multilateralismo.
O vice-presidente também mencionou que o Brasil já tomou medidas para mitigar os impactos do aumento de tarifas impostas pelos EUA. Entre as ações, estão a facilitação de licitações para produtos como café, carne e frutas, enquanto o governo trabalha para reduzir alíquotas consideradas injustificáveis.
Contexto das Relações Comerciais
A decisão de não utilizar a Lei de Reciprocidade reflete uma estratégia cautelosa do governo brasileiro em um cenário de incertezas nas relações comerciais. Alckmin ressaltou que o Brasil perdeu competitividade apenas para concorrentes diretos nos EUA, não para outros mercados. Ele também comentou sobre a fragilidade jurídica das tarifas americanas, reafirmando a importância de buscar soluções dentro das normas internacionais.
O evento Valor 1000, que premia as principais empresas do Brasil, chega à sua 25ª edição e lança um anuário com dados que ajudam a dimensionar a importância das grandes companhias para a economia nacional. Alckmin, que também é ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, reforçou a necessidade de um superávit fiscal para garantir a saúde econômica do país, destacando a importância de acordos comerciais, como o Mercosul-Cingapura e o futuro Mercosul-EFTA.
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