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Dino suspende repasses de emendas Pix por indícios de irregularidades financeiras

Ministro Flávio Dino suspende emendas Pix a nove municípios por irregularidades e encaminha casos à Polícia Federal para investigação

Ministro Flávio Dino durante sessão plenária do STF (Foto: Reprodução)
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  • O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendeu os repasses de emendas Pix a nove municípios brasileiros.
  • A decisão foi tomada devido a indícios de irregularidades, como superfaturamento e falta de transparência, identificados em auditoria da Controladoria-Geral da União (CGU).
  • Entre 2020 e 2024, os municípios receberam mais de R$ 724,8 milhões por meio dessas emendas.
  • A auditoria revelou que nove dos dez municípios auditados apresentaram irregularidades graves, com destaque para Carapicuíba (SP) e São Luiz do Anauá (RR).
  • Os casos foram encaminhados à Polícia Federal para investigação, e a CGU ampliará a auditoria para outros municípios.

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), anunciou nesta segunda-feira, 15 de outubro, a suspensão dos repasses de emendas Pix a nove municípios brasileiros. A decisão foi motivada por indícios de irregularidades, como superfaturamento e falta de transparência, identificados em auditoria da Controladoria-Geral da União (CGU).

Entre 2020 e 2024, os municípios receberam mais de R$ 724,8 milhões por meio dessas emendas, que visam agilizar a transferência de recursos federais. A CGU auditou os dez municípios que mais receberam esses recursos e constatou que nove deles apresentaram irregularidades graves. Apenas São Paulo se destacou por cumprir os requisitos de rastreabilidade e transparência.

Irregularidades Identificadas

As irregularidades incluem superfaturamento, obras paralisadas e contratação de empresas sem comprovação de capacidade técnica. Entre os municípios auditados, Carapicuíba (SP) e São Luiz do Anauá (RR) foram citados por falhas em processos licitatórios e execução de obras, respectivamente. A auditoria revelou que nove dos dez municípios não atenderam às exigências legais de transparência.

Diante das conclusões, Dino determinou que os casos fossem encaminhados à Polícia Federal para investigação. Além disso, a CGU foi instruída a ampliar a auditoria para outros municípios, considerando o “altíssimo índice de problemas” encontrados.

Medidas Adicionais

O ministro também solicitou a abertura de inquéritos na Polícia Federal para apurar irregularidades em R$ 85,4 milhões de emendas não cadastradas. O Tribunal de Contas da União (TCU) identificou 833 planos de trabalho não registrados entre 2020 e 2024, sendo que 148 casos tiveram liberação de recursos sem o devido cadastro.

Dino enfatizou que a tramitação dos processos ocorrerá inicialmente no STF, respeitando as prerrogativas parlamentares, antes de serem enviados às instâncias ordinárias. Com essa decisão, uma parte significativa dos recursos ficará bloqueada até que a legalidade de sua aplicação seja verificada.

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