- A Polícia Federal deflagrou a Operação Cambota para investigar fraudes no INSS, resultando na apreensão de seis obras de arte de artistas renomados, como Cândido Portinari e Tomie Ohtake.
- A operação ocorreu em São Paulo e busca desmantelar um grupo que movimentou R$ 6,3 bilhões em descontos ilegais de aposentadorias.
- Entre as obras apreendidas, cinco são de Portinari e uma de Ohtake, com potencial valor significativo, podendo variar entre R$ 2 milhões e R$ 5 milhões.
- Dois indivíduos foram presos: Maurício Camisotti, empresário, e Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, ambos acusados de facilitar as fraudes.
- As investigações começaram em 2023 após a identificação de irregularidades pela Controladoria-Geral da União e continuam em busca de mais evidências e envolvidos.
A Polícia Federal (PF) deflagrou a Operação Cambota, que investiga um esquema de fraudes no INSS, resultando na apreensão de seis obras de arte de artistas renomados, como Cândido Portinari e Tomie Ohtake. A operação, realizada em São Paulo na última sexta-feira (12), busca desmantelar um grupo que movimentou R$ 6,3 bilhões em descontos ilegais de aposentadorias.
Entre as obras apreendidas, cinco pertencem a Portinari, conhecido por sua contribuição ao modernismo brasileiro, e uma é de Ohtake, famosa por seu estilo abstrato. Especialistas em arte indicaram que, se confirmada a autenticidade, as obras podem ter um valor significativo, com quadros de Portinari alcançando entre R$ 2 milhões e R$ 5 milhões.
Detalhes da Operação
A PF também prendeu Maurício Camisotti, empresário ligado ao esquema, e Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”. Ambos são acusados de facilitar a fraude, que envolvia a associação de aposentados sem consentimento, resultando em descontos indevidos em seus benefícios. A investigação começou em 2023, após a Controladoria-Geral da União (CGU) identificar irregularidades.
Os mandados de prisão e busca foram autorizados pelo ministro do STF André Mendonça. Além das obras de arte, a PF apreendeu veículos e dinheiro em espécie em endereços relacionados aos investigados. A defesa de Camisotti argumenta que não há justificativa para sua prisão, enquanto Wilians, advogado de Camisotti, afirma estar colaborando com as investigações.
Implicações e Repercussões
A PF revelou que as associações cadastravam aposentados sem autorização, utilizando assinaturas falsas. Em muitos casos, os idosos não tinham conhecimento de que estavam sendo associados a essas entidades. A operação visa não apenas desmantelar o esquema, mas também recuperar os valores desviados.
As investigações continuam, com a expectativa de que mais detalhes sobre a autenticidade das obras e a extensão das fraudes sejam revelados. A PF segue em busca de mais evidências e possíveis envolvidos neste esquema que afeta diretamente os aposentados brasileiros.
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