- O ex-presidente Michel Temer defendeu a necessidade de um pacto nacional para discutir a anistia aos envolvidos nos atos golpistas de oito de janeiro.
- Ele afirmou que a anistia aprovada apenas pelo Legislativo pode ser considerada inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal.
- Temer sugeriu que a discussão deve incluir todos os Poderes e a sociedade civil, destacando a importância do diálogo.
- Ele criticou os ataques do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, ao ministro Alexandre de Moraes, considerando-os infelizes.
- O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, reiterou sua oposição a propostas de anistia que beneficiem os envolvidos nos atos de janeiro.
O ex-presidente Michel Temer (MDB) defendeu que a discussão sobre a anistia aos envolvidos nos atos golpistas de 8 de janeiro deve ser conduzida por um pacto nacional que envolva todos os Poderes e a sociedade civil. Durante sua participação no programa Roda Viva, ele alertou que uma anistia aprovada apenas pelo Legislativo não terá eficácia, pois pode ser considerada inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
Temer enfatizou que, para que a anistia seja efetiva, é necessário um diálogo que inclua o presidente da República, os líderes do Legislativo e do Judiciário, além de representantes da oposição e da sociedade civil. “Se for decretada a anistia sem esse pacto, ela não dá resultado,” afirmou. Ele concordou com o ministro do STF, Flávio Dino, que destacou que a anistia não é sinônimo de paz.
Críticas a Ataques Políticos
Na mesma entrevista, Temer criticou os ataques do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), ao ministro Alexandre de Moraes, chamando-os de “infelicidade”. Tarcísio se referiu a Moraes como “tirano”, o que, segundo Temer, pode ter sido uma tentativa de agradar a base bolsonarista.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva também se manifestou sobre a anistia, reiterando sua oposição a qualquer proposta que beneficie os envolvidos nos atos de janeiro, especialmente o ex-presidente Jair Bolsonaro. Lula pediu que a discussão sobre a anistia fosse ampla, envolvendo o colégio de líderes da Câmara.
Caminhos para o Diálogo
Temer sugeriu que, em vez de uma decisão unilateral, a pauta da anistia deveria ser submetida ao colégio de líderes da Câmara. Ele acredita que um gesto de civilidade política poderia ser alcançado se os Poderes se reunissem para discutir o futuro do país. A proposta de um pacto nacional visa evitar que a anistia se torne um tema polarizador, buscando um consenso que envolva diferentes setores da sociedade.
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