- Os Estados Unidos aumentaram os controles sobre a exportação de chips de inteligência artificial (IA) para a China desde 2020, com o objetivo de evitar seu uso militar.
- O ex-presidente Donald Trump propôs negociar tarifas para combater o contrabando de chips, enquanto a administração Biden enfrenta dificuldades na aplicação das restrições.
- A China utiliza uma rede de mercado cinza no Sudeste Asiático para contornar as proibições, com contrabando de chips de IA avaliado em centenas de milhões de dólares.
- Trump busca pressionar países do Sudeste Asiático a reforçar a fiscalização e acredita que tarifas podem incentivar a cooperação.
- Estudos indicam que, em 2024, os chips de IA contrabandeados poderão fornecer à China mais poder computacional do que a produção interna.
Nos últimos anos, os Estados Unidos intensificaram os controles sobre a exportação de chips de inteligência artificial (IA) para a China, uma medida iniciada em 2020 pelo ex-presidente Donald Trump. O objetivo é impedir que a tecnologia ocidental seja utilizada para fins militares. Recentemente, Trump sugeriu negociar tarifas para fortalecer o combate ao contrabando desses chips, enquanto a administração Biden enfrenta dificuldades na aplicação dessas restrições.
A China tem utilizado uma rede de mercado cinza em Southeast Asia para contornar as proibições dos EUA, com casos de contrabando envolvendo remessas de chips de IA avaliadas em centenas de milhões de dólares. Apesar da ampliação das restrições sob Biden, o contrabando de chips de IA tem crescido, com casos que vão desde estudantes transportando chips em voos até operações de grandes volumes, como um pedido de US$ 120 milhões por servidores com chips H100.
Desafios e Oportunidades
Trump agora busca consolidar os controles sobre os chips de IA, pressionando países do Sudeste Asiático a reforçar a fiscalização. Ele acredita que a negociação de tarifas pode ser uma ferramenta eficaz para incentivar a cooperação. A falta de fiscalização rigorosa e a falta de vontade política em muitos países da região dificultam a aplicação das medidas.
Para que os EUA evitem a imposição de novas restrições, é crucial que os governos do Sudeste Asiático priorizem o combate ao contrabando de chips. A administração Biden pode utilizar a ameaça de tarifas mais altas como um incentivo, além de oferecer parcerias em infraestrutura digital e maior acesso a chips de IA para países que colaborarem.
Medidas de Combate ao Contrabando
Estudos indicam que, em 2024, os chips de IA contrabandeados poderão fornecer à China mais poder computacional do que a produção interna. As táticas de contrabando incluem o uso de empresas de fachada e suborno de oficiais de alfândega. Países como Malásia, Singapura, Indonésia e Filipinas são considerados pontos críticos para esse comércio ilegal.
Para combater efetivamente o contrabando, os EUA precisam de aliados na Ásia. A colaboração com agências locais de fiscalização pode aumentar a capacidade de detecção e aplicação das leis. Além disso, a criação de unidades regionais dedicadas ao combate à evasão de controles de exportação pode ser uma estratégia eficaz.
A administração Trump está disposta a negociar a venda de chips de IA com uma taxa de 15%, mas mantém a prioridade na segurança nacional. O sucesso dessa estratégia depende da capacidade dos EUA de persuadir os países do Sudeste Asiático a se alinharem com suas metas de controle de tecnologia.
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