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Erika Hilton pede à Justiça Federal que impeça pagamentos do PL a Bolsonaro

Deputada federal pede suspensão dos pagamentos ao ex-presidente, alegando desvio de finalidade no uso do Fundo Partidário.

Presidente Jair Bolsonaro deixa hospital após procedimento médico em Brasília (Foto: Reprodução)
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  • A deputada federal Érika Hilton (PSOL-SP) protocolou uma ação popular na Justiça Federal em 16 de setembro de 2025.
  • A ação visa suspender os pagamentos do Partido Liberal (PL) ao ex-presidente Jair Bolsonaro, que totalizam mais de R$ 1 milhão desde 2023.
  • Hilton argumenta que os pagamentos configuram desvio de finalidade do uso do Fundo Partidário, que deve ser destinado a atividades institucionais do partido.
  • Jair Bolsonaro foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 27 anos e 3 meses de prisão por crimes como golpe de Estado e organização criminosa, e está em prisão domiciliar desde agosto de 2025.
  • A deputada pede a suspensão imediata dos pagamentos, a declaração de ilegalidade dos valores já recebidos e o ressarcimento integral aos cofres públicos.

A deputada federal Érika Hilton (PSOL-SP) protocolou uma ação popular na Justiça Federal nesta terça-feira (16) para interromper os pagamentos do Partido Liberal (PL) ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Desde 2023, Bolsonaro recebe uma remuneração como presidente de honra do PL, totalizando mais de R$ 1 milhão. A deputada argumenta que esses pagamentos configuram um desvio de finalidade do uso do Fundo Partidário, que deve ser destinado a atividades institucionais do partido.

A ação destaca que Bolsonaro, condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 27 anos e 3 meses de prisão por crimes como golpe de Estado e organização criminosa, está em prisão domiciliar desde agosto de 2025. Isso o impede de exercer qualquer função efetiva dentro do partido. Hilton afirma que a escolha de Bolsonaro para o cargo simbólico é alarmante, considerando seu histórico de planejamento de um golpe de Estado.

Solicitações da Ação

Na petição, a deputada pede a suspensão imediata de todos os pagamentos ao ex-presidente, a declaração de ilegalidade dos valores já recebidos e o ressarcimento integral aos cofres públicos. A ação visa garantir que os recursos públicos sejam utilizados de forma adequada e em conformidade com a legislação vigente.

A situação de Bolsonaro e os pagamentos recebidos pelo PL geram um debate acirrado sobre a utilização do Fundo Partidário e a responsabilidade dos partidos políticos em relação a seus membros. A decisão da Justiça sobre a ação de Érika Hilton pode ter implicações significativas para a gestão de recursos públicos no Brasil.

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