- Ruy Ferraz Fontes, ex-delegado-geral da Polícia Civil de São Paulo, foi assassinado em uma emboscada na Praia Grande em 15 de janeiro de 2024.
- Ele foi baleado enquanto dirigia, resultando em um acidente com um ônibus.
- A morte de Fontes intensificou o debate sobre a violência crescente no litoral paulista, marcada por conflitos entre forças de segurança e o crime organizado.
- A Secretaria de Segurança Pública criou uma força-tarefa para investigar o assassinato e retomou a Operação Escudo, com a participação de 600 agentes.
- A operação anterior resultou em 28 mortes e 805 prisões entre julho e setembro de 2023, mas o Conselho Nacional de Direitos Humanos apontou relatos de excessos nas ações policiais.
Ruy Ferraz Fontes, ex-delegado-geral da Polícia Civil de São Paulo, foi assassinado em uma emboscada na Praia Grande no dia 15 de janeiro de 2024. Fontes, conhecido por seu combate ao Primeiro Comando da Capital (PCC), foi baleado enquanto dirigia, resultando em um acidente com um ônibus. Sua morte intensificou o debate sobre a crescente violência no litoral paulista.
Desde 2023, a região tem enfrentado um aumento significativo na criminalidade, com intensos conflitos entre forças de segurança e organizações criminosas. Guilherme Derrite, Secretário de Segurança Pública de São Paulo, já havia alertado sobre o “cenário de guerra” na Baixada Santista, onde operações policiais foram realizadas para combater o tráfico de drogas e o crime organizado. Em um evento recente, Derrite destacou que a situação na região não é de paz, mas sim de uma tentativa de criação de um território paralelo.
A morte de Fontes gerou uma nova mobilização das forças de segurança. Uma força-tarefa foi criada para investigar o assassinato e prender os responsáveis. A Operação Escudo, que já havia sido implementada anteriormente, foi retomada com a participação de 600 agentes das polícias Civil e Militar. Entre julho e setembro de 2023, essa operação resultou em 28 mortes em ações policiais e na prisão de 805 pessoas, incluindo foragidos da Justiça.
A Secretaria de Segurança Pública defendeu as operações, mas o Conselho Nacional de Direitos Humanos apontou relatos de excessos, como execuções e torturas. A situação se agravou com a morte de policiais, levando a um ciclo de violência crescente na região. A morte de Ruy Ferraz Fontes não é um caso isolado, e a expectativa é que novas operações sejam necessárias para conter a escalada da violência no litoral paulista.
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